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sábado, 6 de junho de 2015

Música: WOLFGANG AMADEUS MOZART


Wolfgang Amadeus Mozart, batizado Joannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart, (Salzburgo, 27 de janeiro de 1756 - Viena, 5 de dezembro de 1791) foi um prolífico e influente compositor austríaco do período clássico.

Mozart mostrou uma habilidade musical prodigiosa desde sua infância. Já competente nos instrumentos de teclado e no violino, começou a compor aos cinco anos de idade, e passou a se apresentar para a realeza europeia, maravilhando a todos com seu talento precoce. Chegando à adolescência, foi contratado como músico da corte em Salzburgo, porém as limitações da vida musical na cidade o impeliram a buscar um novo cargo em outras cortes, mas sem sucesso. Ao visitar Viena em 1781 com seu patrão, desentendeu-se com ele e solicitou demissão, optando por ficar na capital, onde, ao longo do resto de sua vida, conquistou fama, porém pouca estabilidade financeira. Seus últimos anos viram surgir algumas de suas sinfonias, concertos e óperas mais conhecidos, além de seu Requiem. As circunstâncias de sua morte prematura deram origem a diversas lendas. Deixou uma esposa, Constanze, e dois filhos.

Foi autor de mais de seiscentas obras, muitas delas referenciais na música sinfônica, concertante, operística, coral, pianística e camerística. Sua produção foi louvada por todos os críticos de sua época, embora muitos a considerassem excessivamente complexa e difícil, e estendeu sua influência sobre vários outros compositores ao longo de todo o século XIX e início do século XX. Hoje Mozart é visto pela crítica especializada como um dos maiores compositores do ocidente, conseguiu conquistar grande prestígio mesmo entre os leigos, e sua imagem se tornou um ícone popular.

"O necessário e mais difícil e mais importante na música é o ritmo". (Wolfgang  A. Mozart)

Logo abaixo podemos apreciar a sinfonia de nº 25, conduzido por Frans Burggen, diretor de orquestra holandês, a Sinfonia de nº41, de Mozart, conduzida pelo diretor de orquestra austríaco Nikolaus Harnoncourt e o Requiem, conduzido por Herbert von Karajan, um dos mais destacados diretores de orquestra, também austríaco, tendo tido êxito inclusive no decorrer da segunda guerra mundial e no período da pós-guerra . Na sequência, temos o documentário Wolfgang Amadeus Mozart, parte 1 e  2.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Wolfgang_Amadeus_Mozart


Symphony N°25 KV 183  W A Mozart   Mozarteum Salzbourg Orchestra



W. A. Mozart - Symphony No. 41 "Jupiter" in C major



Mozart - Requiem in D minor



Documentário: Wolfgang Amadeus Mozart - Parte 1



Documentário: Wolfgang Amadeus Mozart - Parte 2

domingo, 10 de maio de 2015

Música: ELVIS PRESLEY


Elvis Aaron Presley (East Tupelo, 8 de janeiro de 1935 - Memphis, 16 de agosto de 1977) foi um famoso músico e ator norte-americano, mundialmente denominado como o Rei do Rock. Elvis foi um dos pioneiros e principal idealizador do movimento conhecido como rock and roll. Uma de suas maiores virtudes era a sua voz, devido ao seu alcance vocal, que atingia, segundo especialistas, notas musicais de difícil alcance para um cantor popular. A crítica especializada reconhece seu expressivo ganho, em extensão, com a maturidade; além de virtuoso senso rítmico, força interpretativa e um timbre de voz que o destacava entre os cantores populares, sendo avaliado como um dos maiores e por outros como o melhor cantor popular do século XX.

Começou sua carreira em 1954 na lendária gravadora Sun Records e era acompanhado pelo guitarrista Scotty Moore, pelo baixista Bill Black e pelo baterista D. J. Fontana, Presley foi um dos criadores do rockabilly, uma fusão de música country e rock'n'roll.

Elvis tornou-se um dos maiores ícones da cultura popular mundial do século XX. Após sua morte, além das músicas já então conhecidas, novos sucessos advieram como "Way Down" (logo após o seu falecimento), "Always On My Mind", "Guitar Man", "A Little Less Conversation" e "Rubberneckin". Trinta e sete anos após sua morte, Presley ainda é o artista solo de maior sucesso comercial e com maior número de "hits" nas paradas mundiais, sendo ainda o artista solo recordista em vendas de discos, com mais de 1 bilhão e 500 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo.

"Observo e ouço a plateia, e sei que tanto eles quanto eu estamos pondo alguma coisa para fora, nenhum de nós sabe o que é. O importante é que estamos nos livrando disso, sem ninguém se machucar".

A seguir vídeos em que Elvis canta as músicas "Jailhouse Rock", "Heartbreak Hotel" e "You've Lost That Loving Feeling", e na sequência, a biografia "Elvis Presley".

http://pt.wikipedia.org/wiki/Elvis_Presley


Jailhouse Rock - Elvis Presley



You've lost that loving feeling - Elvis Presley



Bridge Over Troubled Water - Elvis Presley



ELVIS   PRESLEY-BIOGRAFIA- DUBLADO E LEGENDADO


sábado, 10 de janeiro de 2015

Música: CAETANO VELOSO

Caetano Emanuel Viana Teles Veloso (Santo Amaro da Purificação, 2 de agosto de 1942) desde cedo demonstrou talento musical, tocando as músicas  que conhecia em seu violão. Antes de deslanchar na carreira musical acompanhava sua irmã Maria Bethania em suas apresentações pelo país. 

Na década de 1960 Caetano conhece os cantores Gilberto Gil, Gal Costa e Tom Zé. No começo dessa mesma década ele conhece o trabalho de João Gilberto, cantor que, segundo ele, o influenciou muito em sua trajetória artística. Caetano liderou o movimento denominado Tropicalismo, uma renovação do cenário musical brasileiro. No ano de 1969, durante o regime militar, é preso e consegue exílio em Londres. Em retorno ao Brasil lançou o disco "Transa" que continha  um ritmo reggae

Caetano foi eleito pela Revista Rolling Stone o quarto maior artista da música brasileira de todos os tempos e hoje desfruta de uma imagem respeitável como artista que possui mais de quatro décadas de carreira e número superior a cinquenta discos lançados.

"Eu não espero pelo dia em que todos os homens concordem, apenas sei de diversas harmonias bonitas possíveis sem juízo final".

Na sequência, vídeos em que o artista canta "Você Não me Ensinou a Te esquecer", "Sonho" e "Moça" e ainda a entrevista completa "Caetano Veloso - 70 anos".


Você Não Me Ensinou a Te Esquecer - Catetano Veloso



Sonhos - Caetano Veloso



Moça - Caetano Veloso



Caetano Veloso 70 anos - completo

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Música: JOHANN SEBASTIAN BACH


Johann Sebastian Bach (Eisenach, 31 de março de 1685 - Leizig, 28 de julho de 1750) foi um compositor, cantor, cravista, maestro, organista, professor, violinista e violista oriundo do Sacro Império Romano-Germânico, atual Alemanha.

Nascido numa família de longa tradição musical, cedo mostrou possuir talento e logo tornou-se um músico completo. Estudante incansável, adquiriu um vasto conhecimento da música europeia de sua época e das gerações anteriores. Desempenhou vários cargos em cortes e igrejas alemãs, mas suas funções mais destacadas foram a de Kantor da Igreja de São Tomás e Diretor Musical da cidade de Leipzig, onde desenvolveu a parte final e mais importante de sua carreira. Absorvendo inicialmente o grande repertório de música contrapontística germânica como base de seu estilo, recebeu mais tarde a influência italiana e francesa, através das quais sua obra se enriqueceu e transformou, realizando uma síntese original de uma multiplicidade de tendências. Praticou quase todos os gêneros musicais conhecidos em seu tempo, com a notável exceção da ópera, embora suas cantatas maduras revelem bastante influência desta que foi uma das formas mais populares do período Barroco.

Sua habilidade ao órgão e ao cravo foi amplamente reconhecida enquanto viveu e se tornou legendária, sendo considerado o maior virtuose de sua geração e um especialista na construção de órgãos. Também tinha grandes qualidades como maestro, cantor, professor e violinista, mas como compositor seu mérito só recebeu aprovação limitada e nunca foi exatamente popular, ainda que vários críticos que o conheceram o louvassem como grande. A maior parte de sua música caiu no esquecimento após sua morte, mas sua recuperação iniciou no século XIX e desde então seu prestígio não cessou de crescer. Na apreciação contemporânea Bach é tido como o maior nome da música barroca, e muitos o vêem como o maior compositor de todos os tempos, deixando muitas obras que constituem a consumação de seu gênero. Entre suas peças mais conhecidas e importantes estão os Concertos de Brandenburgo, o Cravo Bem-Temperado, as Sonatas e Partitas para Violino Solo, a Missa em Si Menor, a Tocata e Fuga em Ré Menor, a Paixão Segundo São Mateus, a Oferenda Musical, a Arte da Fuga e várias de suas cantatas.

"O objetivo e finalidade maior de toda música não deveria ser nenhum outro além da glória de Deus e a renovação da alma" (Johann Sebastian Bach)

Na sequência vídeos com o documentário da BBC: Bach e o Legado Luterano, Toccata et Fugue, executada em órgão de tubos pelo organista alemão Hans-Andre Stamm, Cello Suite nº 1, executada pelo violocelista letão Mischa Maisky e Ária na Corda Sol, executada com instrumentos musicais originários da época de Bach pelo grupo americano Voices of Music.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Johann_Sebastian_Bach


Johann Sebastian Bach - Toccata et fugue por Hans-Andre Stamm





Mischa Maisky plays Bach Cello Suite No.1 in G (full)




Air on the G String (Suite No. 3, BWV 1068) J. S. Bach, original instrum...




Documentário BBC: Bach e o Legado Luterano - Dublado


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Música: CHICO BUARQUE DE HOLANDA

Francisco Buarque de Holanda, mais conhecido por Chico Buarque (Rio de Janeiro, 19 de junho de 1944), é um músico, dramaturgo e escritor brasileiro. É conhecido por ser um dos maiores nomes da música popular brasileira (MPB). Sua discografia conta com aproximadamente oitenta discos, entre eles discos-solo, em parceria com outros músicos e compactos.

Filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda e de Maria Amélia Cesário Alvim, escreveu seu primeiro conto aos 18 anos, ganhando destaque como cantor a partir de 1966, quando lançou seu primeiro álbum, Chico Buarque de Hollanda, e venceu o Festival de Música Popular Brasileira com a música A Banda. Socialista declarado autoexilou-se na Itália em 1969, devido à crescente repressão do regime militar do Brasil nos chamados "anos de chumbo", tornando-se, ao retornar, em 1970, um dos artistas mais ativos na crítica política e na luta pela democratização no país. Na carreira literária foi vencedor três Prêmios-Jabuti: o de melhor romance em 1992 com Estorvo e o de Livro do Ano, tanto pelo livro Budapeste, lançado em 2004, como por Leite Derramado, em 2010.

Foi casado por 33 anos com a atriz Marieta Severo, com quem teve três filhas, Silvia Buarque, Helena e Luísa. Chico é irmão das cantoras Miúcha, Ana de Hollanda e Cristina. Ao contrário da crença popular, Aurélio Buarque era apenas um primo distante do pai de Chico.

Canções que se notabilizaram pela decantação de um "eu-lírico" feminino, retratando temas a partir do ponto de vista das mulheres com notável poesia e beleza: esse estilo é adaptado em Com Açúcar, Com Afeto, escrito para Nara Leão; continuou nessa linha com belas canções como Olhos nos Olhos e Teresinha, gravadas por Maria Bethânia, Atrás da Porta, interpretada por Elis Regina, e Folhetim, com Gal Costa. Iolanda (versão adaptada da letra original de Pablo Milanés), num dueto com Simone, Anos Dourados - um clássico feito em parceria com Tom Jobim para a minissérie de mesmo nome e O Meu Amor para a peça "Ópera do Malandro", interpretada por Marieta Severo e Elba Ramalho sendo que, para essa última, fez também "Palavra de Mulher".

Desde muito jovem, Chico conquistou reconhecimento de crítica e público tão logo os primeiros trabalhos foram apresentados. Ao longo da carreira foi parceiro como compositor e intérprete de vários dos maiores artistas da MPB como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Toquinho, Milton Nascimento, Ruy Guerra e Caetano Veloso. Os parceiros mais constantes são Francis Hime e Edu Lobo.

"Menino quando morre vira anjo; mulher vira uma flor no céu; malandro quando morre vira samba". (Chico Buarque).

Abaixo vídeos com as músicas Trocando em Miúdos e  Construção e os documentários Chico Buarque Anos Dourados e Uma Noite em 67, o qual mostra a final do III Festival da Música Popular Brasileira da Tv Record. Entre os candidatos Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil com Os Mutantes, Roberto Carlos, Edu Lobo e Sergio Ricardo.



Trocando em Miúdos - Chico Buarque




Construção - Chico Buarque




Chico Buarque (2005 ) - Anos Dourados (Documentário)

sábado, 13 de setembro de 2014

Música: LÉO FERRÉ


Léo Ferré (Mônaco, 24 de agosto de 1916 - Castellina in Chianti, Itália, 14 de julho de 1993) foi um autor, compositor, intérprete, pianista e poeta franco-monegasco. Por haver composto mais de quarenta álbuns originais em um período de 46 anos, Léo Ferré é o cantor mais prolífero da língua francesa. Definindo-se como anarquista, esta forma de pensar inspirou grandemente suas obras. Junto com o belga Jacques Brel (1929-1978) e com Georges Brassens (1921-1981) é considerado um dos grandes compositores da chanson. 

Ao fim do verão de 1946, Léo Ferré conseguiu um acordo para cantar por três meses no cabaré Le Boeuf sur le Toit, em Paris, para onde foi com o piano. Fez amizade com o cantor Jean-Roger Caussimon (1918-1985), a quem perguntou se lhe permitia converter seu poema A la Seine em uma canção. Juntos compuseram várias canções especialmente apreciadas por seu público, como Monsieur William (1950), Le Temps du Tango (1958), Comme à Ostende (1960) e Ne Chantez paz la Mort (1972).

Em abril de 1947, Ferré se comprometeu a fazer uma apresentação em  Martinica, que acabou sendo um fracasso e confirmou sua aversão por viajar. Sem dinheiro, teve que trabalhar seis meses para voltar. Em seu regresso, começou a andar com os anarquistas espanhóis exilados durante a ditadura de Franco. Isso alimentou sua visão romântica da Espanha, que o inspirou a escrever Le Bateu Espagnol e Le Flamenco de Paris. 

Esse período foi difícil emocional e financeiramente. Durante longos sete anos teve que conformar-se com compromissos esporádicos nos diferentes bares da cidade: Les Assassins, Aux Trois Mailletz, L'Écluse, Le Trou, Le Quod Libetel ou Milord l'Arsouille, os três últimos dirigidos por seu amigo Francis Claude, com quem escreveria várias canções, incluindo La Vie d'Artiste (1950), fazendo eco a seu recente divórcio de Odette. 

Ele conseguiu uma boa reputação ao levar, não sem dificuldades, suas canções à voz de alguns artistas da época: Edith Piaf, Henry Salvador, Giraud Yvette, Les Fréres Jacques. Porém foi na cantora Catherine Sauvage que ele encontrou a embaixadora mais leal, apaixonada e persuasiva de sua obra. 


avec le temps...
avec le temps, va, tout s'en va
on oublie les passions et l'on oublie les voix
qui vous disaient tout bas les mots des pauvres gens
ne rentre pas trop tard, surtout ne prends pas froid.

avec le temps...
avec le temps,va, tout s'en va
et l'on se sent blanchi comme un cheval fourbu
et l'on se sent glacé dans un lit de hasard
et l'on se sent tout seul peut-être mais peinard
et l'on  se sent floué par les années perdues-
alors vraiment
avec le temps on n'aime plus.

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Com o tempo...
Com o tempo tudo se vai
Se esquecem as paixões e se esquecem as vozes
Que diziam baixinho com palavras de gente pobre:
"Não volte tarde, sobretudo não apanhe frio".

Com o tempo....
Com o tempo tudo se vai
E alguém se sente envelhecido como um cavalo esgotado
E alguém se sente escolhido pelo azar
E alguém se sente muito só talvez, mas tranquilo
E alguém se sente ridículo pelos dias perdidos...
Então, de verdade,
Com o tempo, já não se ama.

(Léo Ferré, letra de "Avec le Temps")



Na sequência vídeo em que Léo Ferré canta "La Mémoire et la Mer" e áudio-vídeo com a canção "La Solitude".


Fonte: http://poemasenfrances.blogspot.com.br/2000_04_01_poemasenfrances_archive.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Leo_Ferre



La Mémoire et la Mer - Leo Ferrè





La solitude - Leo Ferrè


domingo, 24 de agosto de 2014

Música: LUDWIG VAN BEETHOVEN


Ludwig Van Beethoven (Bonn, 17 de dezembro de 1770 - Viena, 26 de março de 1827) foi um compositor alemão, do período de transição entre o Classicismo,  (século XVIII, período da música erudita ocidental, caracterizada pela claridade, simetria e equilíbrio) e o Romantismo (século XIX, arte do sonho e fantasia, em que o drama humano, amores trágicos, ideais utópicos e desejos de escapismo são retratados). É considerado um dos pilares da música ocidental, pelo incontestável desenvolvimento, tanto da linguagem como do conteúdo musical demonstrado nas suas obras, permanecendo como um dos compositores mais influentes do todos os tempos. "O resumo de sua obra é a liberdade", observou o crítico alemão Paul Bekker )1882-1937), "a liberdade política, a liberdade artística do indivíduo, sua liberdade de escolha, de credo e a liberdade individual em todos os aspectos da vida". 

Ludwig nunca teve estudos muito aprofundados, mas sempre revelou talento excepcional para a música. Com apenas oito anos de idade, foi confiado a Christian Gottlob Neefe, o melhor mestre de cravo da cidade de Colônica na época, que lhe deu uma formação musical sistemática, levando-o a conhecer os grandes mestres alemães da música. Numa carta publicada em 1780, pela mão de seu mestre, afirmava que "seu discípulo, de dez anos, domina todo o repertório de Johann Sebastian Bach", e que o apresentava como um "novo Mozart". Compôs as suas primeiras peças aos onze anos de idade, iniciando a sua carreira de compositor, de onde se destacam alguns lieder (canções). Os seus progressos foram de tal forma notáveis que, em 1784, já era organista-assistente da Capela Eleitoral, e pouco tempo depois, foi violoncelista na orquestra da corte e professor, assumindo já a chefia da família, devido à doença do pai - alcoolismo. Foi nesse ano que conheceu o jovem Conde Waldstein, a quem mais tarde dedicou algumas das suas obras, pela sua amizade. Este, percebendo o seu grande talento, enviou-o em 1787, para Viena, a fim de estudar com Joseph Havdn. O arquiduque de Áustria, Maximiliano subsidiou então os seus estudos. No entanto, teve que regressar pouco tempo depois, assistindo à morte de sua mãe. A partir daí, Ludwig, com apenas dezessete anos de idade, teve que lutar contra dificuldades financeiras, já que seu pai tinha perdido o emprego, devido ao seu já elevado grau de alcoolismo.

Foi o regresso de Viena que o motivou a um curso de literatura. Foi aí que teve o seu primeiro contacto com Ideiais da Revolução Francesa, com o iluminismo (movimento cultural que procurou mobilizar o poder da razão, a fim de reformar a sociedade) e com um movimento literário romântico: Sturm und Drang Tempestade e Ímpeto/Paixão (os autores desse movimento postulavam uma poesia mística, selvagem, espontânea, em última instância quase primitiva); dos quais, um dos seus melhores amigos, Friedrich Schiller, foi, juntamente com Johann Wofgang Von Goethe, um dos líderes mais proeminentes deste movimento, que teria uma enorme influência em todos os setores culturais na Alemanha.

Em 1792, já com 21 anos de idade, mudou-se para Viena (apenas um ano após a morte, na cidade, de Mozart) onde, afora algumas viagens, permaneceu para o resto da vida. Foi imediatamente aceito como aluno por Joseph Haydn, o qual manteve o contacto a primeira estadia de Ludwig na cidade. Procura então complementar mais os seus estudos, o que o leva a ter aulas com Antonio Salieri, com Foerster e Albrechtsberger, que era maestro de capela na Catedral de Santo Estêvão. Tornou-se então um pianista virtuoso, cultivando admiradores, os quais muitos da aristocracia. Começou então a publicar as suas obras. O seu Opus 1 é uma coleção de 3 Trios para Piano, Violino e Violoncelo. Afirmando uma sólida reputação como pianista, compôs suas primeiras obras-primas: as Três Sonatas para Piano Op. 2 (1794-1795). Estas mostravam já a sua forte personalidade.

Foi em Viena que lhe surgiram os primeiros sintomas da sua grande tragédia. Foi lhe diagnosticado, por volta de 1796, tinha Ludwig os seus 26 anos de idade, a congestão dos centros auditivos internos (que mais tarde o deixou surdo), o que lhe transformou bastante o espírito, levando-o a isolar-se e a grandes depressões.

No entanto, o seu verdadeiro gênio só foi realmente revisado com a publicação das suas Op. 7 e Op. 10, entre 1796 e 1798; a sua Quarta Sonata para Piano em Mi Maior, e as suas Quinta em Dó Menor, Sexta em Fá Maior e Sétima em Ré Maior Sonatas para Piano.

Em 2 de abril de 1800, a sua Sinfonia nº 1 em Dó maior, Op. 21 faz a sua estreia em Viena. Porém, no ano seguinte, confessa aos amigos que não está satisfeito com o que tinha composto até então, e que tinha decidido seguir um novo caminho. 

Finalmente, ente 1802 e 1804, começa a trilhar aquele novo caminho que ambiciona, com a apresentação de Sinfonia nº3 em Mi bemol Maior, Op. 55, intitulada de EroicaUma obra sem precedentes na história da música sinfônica, considerada o início do período Romântico, na Música Erudita. Os anos seguinte à Eroica foram de extraordinária fertilidade criativa, e viram surgir numerosas obras-primas: a Sonata para Piano nº. 21 em Dó Maior, Op. 53, intitulada de Waldstein, entre 1803 e 1804; a Sonata para Piano nº23 em Fá menor, Op. 57, intitulada de Apassionata, entre 1804 e 1805; o Concerto para Piano nº4 em Sol maior, Op. 58, em 1806; os Três Quartetos de Cordas, Op. 59, intitulados de Razumovsky, em 1806; a Sinfonia nº4 em Si bemol Maior, Op. 60, também em 1806; o Concerto para Violino em Ré Maior, Op. 61, entre 1806 e 1807; a Sinfonia nº5 em Dó Menor, Op. 67, entre 1807 e 1808Sinfonia nº6 em Fá maio, Op. 68, intitulada de Pastoral, também entre 1807 e 1808; a Ópera Fidélio, Op. 72, cuja versão definitiva data de 1814; e o Concerto para Piano nº5 em Mi bemol Maior, Op. 73, intitulado de Imperador, em 1809.

Ludwig escreveu ainda uma Abertura, música destinada a ilustrar uma peça teatral, uma tragédia em cinco actos de Goethe: Egmont. E muito se conta do encontro entre Johann Wolfgag Von Goethe e Wudwig Van Beethoven.

Depois de 1812, a surdez progressiva aliada à perda das esperanças matrimoniais e problemas com a custódia do sobrinho levaram-no a uma crise criativa, que faria com que durante todos esses anos ele escrevesse poucas obras importantes.

Neste espaço de tempo, escreve a Sinfonia nº7 em Lá Maior, Op. 92, entre 1811 e 1812, a Sinfonia nº8 em Fá Maio, Op. 93, em 1812, e o Quarteto em Fá Menor, Op. 95, intitulado de Serioso, em 1810. 

A partir de 1818, Ludwig, aparentemente recuperado, passou a compor mais lentamente, mas com um vigor renovado. Surgem então algumas de suas maiores obras: a Sonata nº29 em Si bemol Maior, Op. 106, intitulada de Hammerklavier, entre 1817 e 1818; a Sonata nº30 em Mi Maior, Op. 109 (1820), a Sonata nº31 em Lá bemol Maior, Op. 110 (1820-1821); a Sonata nº32 em Dó Menor, Op. 111 (1820-1822); as Variações Diabelli, Op. 120 (1819-1823), a Missa Solenis, Op. 123 (1818-1822).

A culminância desses anos foi a Sinfonia nº9 em Ré Menor, Op. 125 (1822-1824), para muitos a sua maior obra-prima. Pela primeira vez é inserido um coral num movimento de uma sinfonia. O texto é uma adaptação do poema de Friedrich Schiller, "Ode à Alegria", feita pelo próprio Ludwig Van Beethoven:

"Alegria bebem todos os seres
No seio da natureza:
Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rastro de rosas.
Ela nos deu beijos e vinho e
Um amigo leal até a morte;
Deu força para a vida aos mais humildes
E ao Querubim que se ergue diante de Deus!"

A obra de Beethoven refletiu em um avivamento cultural. Conforme o historiador Paul Johnson, "Existia uma nova fé e Beethoven era o seu profeta. Não foi por acidente que, aproximadamente na mesma época, as novas casas de espetáculo recebiam fachadas parecidas com as dos templos, exaltando assim o status moral e cultural da sinfonia e da música de câmara."

Os anos finais de Ludwig foram dedicados quase exclusivamente a composição de Quartetos para Cordas. Foi nesse meio que ele produziu algumas de suas mais profundas e visionárias obras, como o Quarteto em Mi bemol Maior, Op. 127 (1822-1825), o Quarteto em Si bemol: Op. 130 (1825-1826); o Quarteto em Dó sustenido Menor, Op. 131 (1826); o Quarteto em Lá Menor, Op. 132 (1825); a Grande Fuga, Op. 133 (1825), que na época criou bastante indignação pela sua realidade praticamente abstrata, e o Quarteto em Fá Maior, Op. 135 (1826).

De 1826 até 1827, ano da sua morte, ainda conseguiu compor cerca de 44 obras musicais. Sua influência na história da música foi imensa. Ao morrer, a 26 de março de 1827, estava a trabalhar numa nova sinfonia, assim como projetava escrever um Requiem (missa para os mortos). Ao contrário de Mozart, que foi enterrado anomimamente em uma vala comum (o que era o costume na época), 20.000 cidadãos vienenses enfileiraram-se nas ruas para o funeral de Beethoven, em 29 de março de 1827. Franz Schubert, que morreu no ano seguinte e foi enterrado ao lado de Beethoven, foi um dos portadores da tocha. Depois de uma missa de réquiem na igreja da Santíssima Trindade (Dreifaltigkeitskirche), Beethoven foi enterrado no cemitério Wahring, a noroeste de Viena. Seus restos mortais foram exumados para estudo, em 1862, sendo transferidos em 1888 para o Cemitério Central de Viena.

"A música é capaz de reproduzir, em sua forma real, a dor que dilacera a alma e o sorriso que inebria." (Ludwig Van Beethoven)

Na sequência um dos poucos vídeos em que podemos apreciar a performance do lendário maestro austro-alemão Carlos Kleiber. Considerado por muitos como o maior regente de todos os tempos, Kleiber se tornou famoso não só por suas conduções únicas, mas também por suas raras aparições públicas - nunca concedeu uma  única entrevista em toda a sua vida. Aqui ele executa, juntamente com sua orquestra, a Sinfonia nº 7 de Beethoven. Em seguida, vídeo com a Orquestra Filarmônica de Viena interpretando a Sinfonia nº 9 in D menor e a Sinfonia nº 5 in C menor, ambas regidas pelo maestro alemão Christian Thielemann. Logo após, o documentário Em Busca de Beethoven, parte 1, 2 e 3 e 



Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ludwig_van_Beethoven



Carlos Kleiber Beethoven Symphonies 7 (Complete) / Concergebouw Orchestra




Beethoven - Symphony No 9 in D minor, Op 125 - Thielemann




Beethoven - Symphony No 5 in C minor, Op 67 - Thielemann




Documentário: Ludwig van Beethoven - Parte 1




Documentário: Ludwig van Beethoven - Parte 2




Documentário: Ludwig van Beethoven - Parte 3

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Música: BENITO DI PAULA





Benito di Paula, nascido Uday Vellozo (Nova Friburgo, 28 de novembro de 1941) é um pianista, cantor e compositor brasileiro.

Uday Vellozo ganhou fama nacional com o pseudônimo de Benito di Paula, um dos grandes da canção nacional dos anos 70. Foi crooner de boates do Rio de Janeiro, e depois continuou tocando na noite paulistana. Iniciou carreira pela gravadora Copacabana no início dos anos 70. Seu estilo musical é conhecido como "samba joia", ao combinar o samba tradicional com piano e arranjos românticos e jazzísticos. Seu primeiro disco "Benito di Paula" de 1971, foi censurado por trazer a música "Apesar de Vocêde Chico Buarque.

Seu segundo LP, "Ela" também não trouxe grande êxito. Mas estourou nas paradas de sucesso com o terceiro, "Um Novo Samba", onde já aparecia na capa com sua longa barba e cabelos, inúmeras correntes, brincos, pulseiras, etc. O grande sucesso desse disco foi a música "Retalhos de Cetim".

Teve inúmeros sucessos ao longo de sua carreira como "Retalhos de Cetim", "Charlie Brown", "Vai Ficar na Saudade", "Se Não for Amor", "Amigo do Sol, Amigo da Lua", "Mulher Brasileira". Chegou nos anos 70, a disputar a venda de LPs juntamente com  Roberto Carlos, tendo composto muitas músicas para este.

Comandou o programa "Benito di Paula e seus convidados - Brasil Som 75" na TV Tupi. Tem mais de 35 discos gravados, tendo parte importante de sua obra relançada em CD, devido ao sucesso de suas músicas. Chegou a fazer sucesso em nível internacional como no México, Japão, Estados Unidos, e principalmente na América Latina.

Teve parte de sua história contada no livro "Eu Nâo Sou Cachorro Não" do historiador, jornalista e escritor baiano Paulo Cesar de Araújo.

Após 10 anos sem gravar, Benito di Paula lançou, em 2009, pela EMI Music, seu segundo CD e primeiro DVD ao vivo, gravado no Viva Rio, e que traz seus maiores sucessos, como Retalhos de Cetim, Sanfona Branca e Charlie Brown.

Seguem abaixo dois vídeos e um áudio com as canções "Retalhos de Cetim", "Osso Duro de Roer" e "Madalena".


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Benito_di_Paula


"Retalhos de Cetim" - Benito di Paula





"Osso duro de roer" - Benito di Paula





Áudio: "Madalena" - Benito di Paula

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Música: ASTOR PIAZZOLLA



Astor Pantaleón Piazzolla (Mar del Plata, 11 de março de 1921- Buenos Aires, 5 de julho de 1992), filho dos imigrantes italianos Vicente Piazzolla e Asunta Manetti, foi um bandoneonista e compositor argentino.

Aos quatro anos foi com a sua família viver em Nova Iorque, em busca de melhores condições de vida. Em seu período estadunidense se tornou fluente em espanhol, inglês, italiano e francês e iniciou seu interesse por música. Em 1929 ganhou seu primeiro de seu pai, e em 1933 começou a tomar aulas de piano com Bela Wilde, um pianista húngaro discípulo de Serguéi Rachmaninov. Em nova Iorque conheceu o cantor argentino de Tango Carlos Gardel, enquanto este estava na cidade para rodar o filme, onde atuou como um garoto entregador de jornais.

Compositor de mais importante da segunda metade do século XX, estudou harmonia e música erudita com a compositora e diretora de orquestra francesa Nadia Boulanger. Em sua juventude, tocou e realizou arranjos orquestrais para o bandoneonista, compositor e diretor Aníbal Troilo.

Quando começou a fazer inovações no tango, no ritmo, no timbre e na harmonia, foi muito criticado pelos tocadores de tango mais antigos. Ao voltar de Nova Iorque, Piazzolla já mostrava a forte influência do jazz em sua música, estabelecendo então uma nova linguagem, seguida até hoje.

Quando os mais ortodoxos, durante a década de 60, bradaram que a música dele não era de fato tango, Piazzolla respondia-lhes que era música contemporânea de Buenos Aires. Para seus seguidores e apreciadores, essa música certamente representava melhor a imagem da metrópole argentina.

Piazzola deixou uma discografia invejável, tendo gravado com Gary Burton, Tom Jobim, entre outros músicos que o acompanharam, como o também notável violinista Fernando Suarez Paz.

Entre seus mais destacados parceiros na Argentina estão a cantora Amelita Baltar e o poeta Horacio Ferrer, além do escritor Jorge Luis Borges.

Algumas de suas composições mais famosas são Libertango e Adiós Nonino. Libertango é uma das mais conhecidas, sendo que esta é constantemente tocada por diversas orquestras de todo o mundo.

A canção Adiós Nonino, outra das mais conhecidas composições, foi feita em homenagem ao seu pai, quando este estava no leito de morte, Vicente "Nonino" Piazzolla em 1959.Após vinte anos, Astor Piazzolla diria "talvez eu estivesse rodeado de anjos. Foi a mais bela melodia que escrevi e não se alguma vez farei melhor". Por muito tempo recusou escrever ou colocar uma letra na sua grande obra-prima, porém, aceitou a proposta da cantora argentina Eládia Blasquez, que lhe apresentou um poema que havia escrito sob a versão musical, e ele, comovido, concordou. Resta referir que Eladia renunciou a quaisquer direitos de autor que podia reclamar, enaltecendo ainda mais esta grande obra do tango.

Seguem abaixo três de suas composições mais conhecidas: Adiós Nonino, Libertango e Balada Para un Loco,sendo este último em áudio para melhor apreciação da letra.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Astor_Piazzolla


Astor Piazzolla executa "Adiós Nonio" com a orquestra Cologne





Vídeo: Libertango -executado pelo violoncelista Yo-Yo-Ma





Áudio: Balada Para un Loco - Astor Piazzolla e Eduardo Ferrer