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terça-feira, 23 de junho de 2015

Cinema: 8 1/2 (de Federico Fellini)

8 ¹/2 é um filme franco-italiano de 1963, do gênero drama, dirigido por Federico Fellini e com trilha musical assinado pelo compositor Nino Rota.

Oito e meio é um filme autobiográfico, com muitas cenas retiradas da vida do próprio autor. Segundo o próprio Fellini, algumas cenas foram concebidas através de seus sonhos. O título do filme é uma referência à carreira do próprio diretor, que até então já havia dirigido seis longas-metragens, dois episódios de filmes e havia co-dirigido um longa-metragem.

Fellini chegou a cogitar a possibilidade de escalar o ator Laurence Olivier como o protagonista de Oito e meio, mas acabou optando por Marcello Mastroianni.


Sinopse

O filme retrata a crise de criatividade de um cineasta chamado Guido Anselmi, que demonstra um certo esgotamento no seu estilo de vida e resolve se internar em uma estação-de-águas para buscar inspiração.

Usa de uma estratégia engenhosa para contornar o bloqueio criativo que ( conta-se ) o próprio Fellini estaria sentindo: contar a própria dificuldade de realizar um filme. E ainda obter o prestígio de fazer um filme metalinguístico, que usa a linguagem do cinema para comentar um filme que seus personagens estão fazendo.

O filme tem grandes influências da psicanálise jungiana, da qual Fellini era um entusiasta. Um exemplo é o grande foco nos sonhos do protagonista para explicar sua persona e acontecimentos de sua infância. O uso da fotografia preta  e branca também serve para reforçar o conceito jungiano de sombra.


Elenco 

Marcello Mastroiani.... Guido Anselmi
Claudia Cardinale...      Claudia
Anouk Aimée...              Luisa Anselmi
Sandra Milo....                Carla
Rossella Falk...               Rossella
Barbara Steele...            Gloria Morin
Madeleine LeBeau...      Madeleine, a atriz francesa
Caterina Boratto....       mulher misteriosa
Eddra Gale....                 La Saraghina
Guido Alberti...              Pace, o diretor
Mario Conocchia...        Conocchia, o diretor de produção
Bruno Agostini...            o secretário de produção
Cesarino M. Picardi...    Cesarino


Principais prêmios e indicações

Oscar 1964 (EUA)
  • venceu nas categorias de melhor filme estrangeiro e melhor figurino - preto e branco para Piero Gherardi.
  • recebeu ainda outras três indicações, nas categorias de melhor diretor, melhor roteiro original e melhor direção de arte - preto e branco.
Bafta 1964 (Reino Unido)
  • recebeu uma indicação na categoria de melhor filme.
Festival de Moscou 1963
  • ganhou o Grand Prix.
Prêmio Bodil 1964 (Dinamarca)
  • venceu na categoria de melhor filme europeu.
Prêmio NYFCC 1963 (EUA)
  • venceu na categoria de melhor filme estrangeiro.

https://pt.wikipedia.org/wiki/81/2

TRAILLER 8 1/2


sexta-feira, 29 de maio de 2015

Cinema: CHARLIE CHAPLIN



Charles Spencer Chaplin, mais conhecido como Charlie Chaplin (Londres, 16 de abril de 1889 - Corsier-sur-Vevey, 25 de dezembro de 1977), foi um ator, diretor , produtor, humorista, empresário, escritor, comediante, dançarino, roteirista e músico britânico. Adquiriu popularidade graças a seu personagem Carlitos em muitos filmes do cinema mudo. A partir de então, é considerado um símbolo da comédia e do cinema mudo. Ao final da Primeira Guerra, era um dos homens mais reconhecidos da cinematografia mundial.

Seus pais também estiveram envolvidos no mundo do espetáculo, especialmente no gênero do music-hall. Charles estreou com a idade de cinco anos, substituindo sua mãe em uma atuação. Em 1912 já havia atuado com a companhia teatral de Fred Karno, com quem percorreu diversos países.

Com seu personagem Carlito, estreou em 1914 o filme Carlitos Repórter e durante esse ano rodou 35 curta-metragens, entre eles Dia Chuvoso (ou Carlito e o guarda-chuvas), Carlitos Dançarino e Joãozinho na Película. Sem dúvida, os filmes mais destacados de Chaplin foram A Corrida do Ouro (1925), Luzes da Ribalta (1931), Tempos Modernos (1936) e O Grande Ditador (1940). Suas técnicas incluíam pastelão, mímica e demais recursos da comédia visual. Em meados da década de 1910 passou a dirigir a maioria de seus filmes, em 1916 se encarregava da produção, e a partir de 1918 compôs a música para suas produções. Em 1919, junto com Douglas Fairbanks, David Wark Griffith e Mary Pickford, fundou a United Artists.

Ao longo de sua vida, Chaplin recebeu múltiplos reconhecimentos e títulos. Foi premiado por duas vezes com o Oscar Honorário, em 1928 e 1972, foi indicado ao prêmio Nobel da Paz em 1948, foi distinguido com a Ordem do Império Britânico em 1975 e foi colocada uma estrela com seu nome da Calçada da Fama em Hollywood em 1970. Em 1952, após uma série de problemas políticos que o envolviam com o comunismo e com a realização de atividades americanas, teve de se exilar na Suíça, onde passou o resto de seus anos. Ainda que a quantidade de produções à época houvessem diminuído, filmou Um Rei em Nova Iork e A Condessa de Hong Kong, seus últimos trabalhos. Faleceu no Natal de 1977.

Chaplin se casou por quatro vezes - com Mildred Harris, Lita Grey, Paulette Goddard e Oona O'Neill -, e atribuiram-lhe noivados com mais outras oito atrizes de sua época. Três de seus filhos, Josephine, Sydney e Geraldine, também se dedicaram ao mundo do espetáculo.

"O assunto mais importante do mundo pode ser simplificado até ao ponto em que todos possam apreciá-lo e compreendê-lo. Isso é, ou deveria ser, a mais elevada forma de arte". (Charles Chaplin).


Sobre o filme "O Grande Ditador":

Chaplin era o único cineasta que continuava fazendo filmes mudos quando o som já estava plenamente implantado no cinema e esse foi seu primeiro filme sonoro e de maior êxito.

No momento de seu lançamento, os Estados Unidos ainda não havia entrado na Segunda Guerra Mundial, mas o filme já era uma feroz e controvertida condenação ao nazismo, ao fascismo, ao antissemitismo e às ditaduras em geral. Chaplin recebeu pressões para que o filme não fosse realizado, tanto por parte da embaixada alemã nos Estados Unidos como de sua produtora, United Artist, a qual estava recebendo ameaças de boicote. A política americana era neutra até então, e repudiavam produções anti-hitlerianas. Ainda assim, com tudo isso e com as críticas negativas da imprensa, em particular com respeito ao discurso final, esse foi o filme de Chaplin que maior arrecadação conseguiu. Por esse filme e por suas ideias, Chaplin seria perseguido pelo Comitê de Atividades Antiamericanas, tendo que fugir dos Estados Unidos.

Chaplin interpreta dois papeis, o do ditador Adenoid Hynkel (clara paródia de Adolf Hitler) e do barbeiro judeu. Este último, por sua semelhança com o ditador, é confundido e levado a fazer o discurso da vitória em lugar daquele. Ao final do discurso, ele manda uma mensagem a Hannah, mulher por quem está enamorado: "Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!" O filme termina com Hannah olhando para cima, com um sorriso no rosto.

O longa-metragem recebeu cinco indicações na 13ª edição do Prêmio Oscar, porém não levou nenhuma premiação. O filme não estrearia na Alemanha até 1958, ainda que, segundo alguns, era um dos filmes prediletos que Hitler tinha em seu cinema particular. Em sua autobiografia, publicada em 1964, Chaplin disse que se houvesse tido consciência do horror que seria a Segunda Guerra Mundial e a crueldade com que os nazistas aplicariam suas teorias nazistas, não teria feito o filme.


Abaixo trecho do filme "Tempos Modernos"  e o discurso final em "O Grande Ditador".

http://pt.wikipedia.org/wiki/Charlie_Chaplin


Tempos Modernos - Cena da Fábrica - Legendada




Discurso de Charlie Chaplin em "O grande ditador" legendado em português

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Cinema: 2001 - UMA ODISSEIA NO ESPAÇO


2001 - Uma Odisseia no Espaço é um filme anglo-americano de 1968 dirigido e produzido por Stanley Kubrick, co-escrito por Kubrick e Arthur C. Clarke. O filme lida com os elementos temáticos da evolução humana, tecnologia, inteligência artificial e vida extraterrestre. É notável por seu realismo científico, efeitos visuais pioneiros, imagens ambíguas que são abertas a ponto de se aproximarem do surrealismo, som no lugar de técnicas narrativas tradicionais e o uso mínimo de diálogo.

O filme é memorável por sua trilha sonora, resultado da associação feita por Kubrick entre o movimento de satélites e os dançarinos de valsas, o que o levou a usar Danúbio Azul, de Johann Strauss II e o famoso poema sinfônico de Richard Strauss, Also Sprach Zarastruta, para mostrar a evolução filosófica do Homem, teorizado no trabalho de Friedrich Nietzsche de mesmo nome.

Apesar de ter sido recebido inicialmente de forma mista, 2001: Uma Odisseia no Espaço é atualmente reconhecido pela crítica e pelo público como um dos melhores filmes já feitos. Foi indicado a quatro Oscars, recebendo um por melhores efeitos visuais. Em 1991 foi considerado "culturalmente, historicamente ou esteticamente significante" pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos para ser preservado no National Film Registry.

Com o objetivo de definir o filme para além do padrão "monstros e sexo" dos filmes de ficção científica da época, Kubrick usou Odisseia de Homero, como inspiração para o título. "Nos ocorreu", disse ele, "que para os gregos, as vastas extensões do mar devem ter tido o mesmo tipo de mistério e de afastamento  que o espaço tem para a nossa geração".

"2001" diz Kubrick, "é basicamente uma experiência visual e não verbal" que evita a palavra dita para alcançar o subconsciente do espectador de um modo essencialmente poético e filosófico. O filme é uma experiência subjetiva que "acerta o espectador em um nível interior de consciência, como a música ou a pintura".

Enredo

O filme consiste de quatro grandes seções, todas, com a exceção da segunda, introduzidas por letreiros: 

A Aurora do Homem: a evolução de uma tribo de homens-macacos após encontrarem um monólito negro.

AMT- 1: a expedição de um grupo de cientistas a uma base na órbita da Terra para estudar um artefato recém-encontrado, um monólito parecido com o que os homens-macacos ao início encontraram.

Missão Júpiter: Um grupo de astronautas entra em conflito com o computador central de sua nave, a qual parece ter vida própria e monitora o movimento de todos os tripulantes. Ao fim, uma mensagem gravada do dr. Floyd, um dos cientistas da expedição anterior, chega a um dos astronauta informando a existência de dois monólitos, um na lua e outro em Júpiter, e ao que tudo indica há uma ligação entre esses dois artefatos.

Júpiter e Além do Infinito: Nesta última seção, o cientista se depara com o monólito em Júpiter e a partir dali ele sofre toda uma experiência de transformações física e psicológica.

Elenco

Keir Dullea como Dr. David Bowman
Gary Lockwood como Dr. Frank Pool
William Sylvester como Dr. Heywood R. Floyd
Douglas Rain como a voz do robô Hall 9000
Donald Richter como chefe macaco
Leonard Rossiter como Dr. Andrei Smyslov
Margaret Tyzack como Elena
Robert Beatty como Dr. Ralph Halvorsen
Frank Miller como controlador do avião
Edward Bishop como capitão da nave lunar
Edwina Carrol como comissária de bordo da Aries
Penny Brahms como comissária de bordo
Heather Downham como comissária de bordo
Alan Gifford como pai de Poole
Ann Gillis como mãe de Poole
Vivian Kubrick como filha de Floyd
Kenneth Kendall como anunciante da BBC.

Em 2015, o realizador Steven Soderbergh fez uma nova edição do filme com 50 minutos a menos.


http://pt.wikipedia.org/wiki/2001:_A_Space_Odyssey


Trecho do Filme "2001 - Uma Odisseia no Espaço"


domingo, 4 de janeiro de 2015

Cinema: O CÉU QUE NOS PROTEGE


The Sheltering Sky (O Céu que nos Protege, em português) é um filme dramático de 1990 dirigido por Bernardo Bertolucci e protagonizado por Debra Winger e John Malkovich. O filme é baseado na novela homônima do escritor Paul Bowles, que aparece no filme como narrador. Com um tema existencial: o céu protetor do Saara nos separa do nada, as cenas foram rodadas em Marrocos, Argélia e Nigéria.

Sinopse
Um casal nova-iorquino viaja à África em busca de novas experiências que possam dar um novo sentido a sua relação. Em 1947, Port e Kit Moresby chegam de barco no norte da África. Depois de dez anos de matrimônio, para este sofisticado casal norte-americano a convivência parece difícil. Port,um músico que está há um ano sem trabalhar, busca no deserto uma fonte de inspiração e uma salvação para um matrimônio que está morrendo, enquanto Kit, cansada de viajar, espera um milagre que traga de volta seu marido. Surge um companheiro de viagem, George Tunner, um jovem rico e mundano, fascinado pelos Moresby e atraído especialmente por Kit. Port, que se define insistentemente como um viajante e não como um turista eventual, não está muito seguro de seu destino, mas está disposto a deixar para trás o mundo moderno, quando, então, adentram o Saara, esperando encontrar-se também a si mesmos.

Elenco

John Malkovich...               Port Moresby
Debra Winger...                  Kit Moresby
Jill Bennett...                       Mrs. Lyle
Timothy Spall...                  Eric Lyle
Campbell Scott Michael...  George Tunner
Tom Novembre...                Oficial francês

Na sequência vídeo com trechos do filme ao som do tema oficial de composição do ator e compositor Ryuichi Sakamoto.
Atenção: o vídeo possui trechos que fazem revelações de cenas finais do filme.


Fonte: http://es.wikipedia.org/wiki/The_Sheltering_Sky


The Sheltering Sky 




Ryuichi Sakamoto 'The Sheltering Sky'

domingo, 14 de dezembro de 2014

Cinema: UM CORPO QUE CAI (Alfred Hitchcock)



Um Corpo que Cai (Vertigo) é um filme estadunidense de 1958, do gênero suspense, dirigido por Alfred Hitchcock.

Deteriorados pelo tempo e pela má conservação, os negativos originais do filme, considerado a maior obra-prima do mestre Hitchcock e um dos maioers filmes de todos os tempos, foram restaurados completamente em 1996, a um custo de um milhão de dólares, por Robert Harris e James Katzos, os mesmos laboristas que recuperaram os originais de Lawrence da Arábia e Minha Bela Dama.

Sinopse
Depois de um incidente num telhado, quando um policial morreu devida a acrofobia e a vertigem do detetive da Polícia de São Francisco (Califórnia) John "Scottie" Ferguson, ele se aposenta. Scottie tenta superar seu medo mas sua ex-noiva Midge Wood sugere que apenas por outro choque emocional ele seria curado.

Então Galvin Elster, antigo amigo de faculdade, pede para que Scottie siga a esposa dele, Madeleine, afirmando que a mulher está possuída por um espírito. Scottie relutantemente aceita e segue Madeleine que vai a vários locais, inclusiva uma sepultura uma mulher chamada Carlota Valdes e num museu de arte onde está o retrato da falecida, que se assemelha a ela.

Um historiador local explica que Carlota Valdes se suicidara. Galvin revela que Carlota (cujo espírito suspeita que tenha possúido a esposa) era a avó de Madeleine, apesar dela  não se lembrar. Continuando a seguir a mulher, Scottie tem que salvá-la de afogamento na Baía de San Francisco, numa aparente tentativa de suicídio.

Scottie acaba se apaixonando por Madeleine, mas novamente sua doença não consegue impedir que ocorra uma tragédia com a mulher. Scottie fica muito afetado com o ocorrido e se interna num sanatório, quase catatônico e sofrendo de depressão. Ao se recuperar, Scottie avista na rua uma mulher parecida com Madeleine, mas vestida com roupas vulgares. Ela se identifica como Judy Barton, de Salina, Kansas. Scottie fica obcecado por Judy e insiste que ela mude de roupas e penteado para ficar parecida com Madeleine. A mulher aceita por estar apaixonada por ele, mas lhe esconde um segredo.

Elenco
  • James Stewart...   John "Scottie" Ferguson
  • Kim Novak...   Madeleine Elster
  • Barbara Bel Guedes...  Midge Wood
  • Tom Helmore... Galvin Elster
  • Henry Jones... juiz
  • Ellen Corby... proprietário do hotel
  • Konstantin Shayne... Pop Leibel
  • Raymond Bailey... médico de Scottie
  • Lee Patrick... motorista
  • Alfred Hitchcock... participação (andando com terno cinza e carregando um estojo de instrumento musical)

Principais prêmios e indicações
  • Oscar 1959 (EUA)
          Teve duas indicações, nas categorias de melhor som e melhor direção de arte.
  • Festival de Cinema de San Sebastian 1958 (Espanha)
          Alfred Hitchcock foi premiado como melhor diretor e James Stewart recebeu o prêmio de melhor ator.

A seguir vídeo cena do filme.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Vertigo_(filme)


Um Corpo Que Cai HD - Dublagem BKS


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Cinema: CIDADÃO KANE


Cidadão Kane (Citizen Kane) é um filme norte-americano de 1941, dos gêneros de Ação e Drama, dirigido por Orson Welles. 

Cidadão Kane foi o primeiro longa-metragem dirigido por Orson Welles, considerado um rapaz prodígio, e que havia angariado fama com suas peças de teatro e de narrações nas rádios canadenses (apesar dele ser americano).

O filme encontrou forte influência por parte de William Randolph Hearst. Em realidade, havia mesmo muitos pontos coincidentes das biografias de Hearst e de Kane.

Cidadão Kane marcou sua época devido às inovações, sobretudo nas técnicas narrativas e nos enquadramentos cinematográficos. O filme começa com o protagonista já morto, mudando-se a cronologia dos fatos; e a cenografia mostra pela primeira vez o teto dos ambientes.

Mesmo dirigindo outros filmes após Cidadão Kane, o diretor Orson Welles nunca mais conseguiu restabelecer sua fama a ponto de ser contratado novamente por um grande estúdio de Hollywood.

O filme foi considerado, por grande parte da crítica especializada, como o maior filme da história até o momento, figurando em primeiro lugar na lista do American Film Institute (AFI).

Sinopse
Cidadão Kane é supostamente baseado na vida do magnata do jornalismo William Randolph Hearst (publicamente, Welles negava), e conta a história de Charles Foster Kane, um menino pobre que acaba se tornando um dos homens mais ricos do mundo. 

O filme inicia com a sua morte, momentos antes da qual pronuncia a palavra "Rosebud". Após dias de sensacionalismo em cima da notícia de sua morte, o jornalista Jerry Thompson é enviado por seu chefe para investigar a vida de Kane, a fim de descobrir o significado de sua última palavra (Rosebud). Entrevistando pessoas do passado de Kane, o jornalista mergulha na vida de um homem solitário, que desde a infância é obrigado a seguir a vontade alheia. Ninguém a seu redor importa-se com Kane, que busca por meio da aquisição de bens a adoração das pessoas.

Elenco
  • Orson Welles....           Charles Foster Kane
  • Joseph Cotten...           Jedediah Leland
  • Dorothy Comingore... Susan Alexander
  • Agnes Moorehead...    srta. Mary Kane
  • Ruth Warrick...           Emily Norton Kane
  • Ray Collins...               James "Jim" W. Gettys
  • Erskine Sanford...       Herbert Carter
  • Everett Sloane...          Bernstein
  • William Aland...          Jerry Thompson
  • Paul Stewart...             Raymond
  • George Coulorious...   Walter Parks Thatcher
  • Fortunio Bonanova...  Matiste Canhão
  • Georgia Backus...        Bertha da Silva
  • Edmund Cobb...          repórter (não creditado)

Principais prêmios e indicações

Oscar (1942) (EUA)
  • Venceu na categoria de melhor roteiro original.
  • Indicado nas categorias de melhor ator protagonista (Orson Welles), melhor direção de arte preto-e-branco, melhor fotografia preto-e-branco, melhor diretor, melhor montagem, melhor trilha sonora, melhor filme melhor som. 
Prêmio NYFCC 1941 (New York Film Critics Circle Awards, EUA)
  • Venceu na categoria de melhor filme.

Curiosidade

 Em 1938, Orson Welles produziu uma transmissão radiofônica intitulada A Guerra dos Mundos, adaptação da obra homônima de Herbert George Wells e que ficou famosa mundialmente por provocar pânico nos ouvintes, que imaginavam estar enfrentando uma invasão de extraterrestres.

Na sequência vídeo com trecho inicial do filme.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Citizen_Kane


CIDADÃO KANE


sábado, 13 de setembro de 2014

Cinema: HIROSHIMA MON AMOUR


Hiroshima, Meu Amor (ou Hiroshima Mon Amour) é um filme franco-japonês de 1959 dirigido por Alain Resnais.  A história e o roteiro são da escritora Marguerite Duras.
O filme é conhecido como uma das primeiras obras da Nouvelle Vague e do uso inovador do flashback.
Ele foi apresentado no 12º Festival de Cannes.

Trama
Uma mulher vai a Hiroshima fazer um filme sobre a paz. Lá ela conhece um arquiteto por quem se apaixona. O filme analisa a memória, a psicologia, o comportamento dos personagens, bem como os traumas que afligem os personagens.

Elenco
Emmanuelle Riva
Eiji Okada
Stella Dassas
Pierre Barbaud
Barnard Fresson


Prêmios e Nomeações

Prêmio Syndicat Français de la Critique de Cinéma 1960
  • Categoria Melhor Filme
Prêmio NYFCC 1960
  • Categoria Melhor Filme Estrangeiro 
Prêmio BAFTA 1961
  • Prêmio NU (Alain Resnais)

Na sequência trecho do filme "Hiroshima Meu amor".


Fonte: http://es.wikipedia.org/wiki/Hiroshima_mon_amour


Edición de 'Hiroshima mon amour' (1959) [90to5 Editor's Choice Award]

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Cinema: HAIR



Hair é um filme norte-americano de 1979 adaptado do musical do mesmo nome encenado na Brodway e criado por James Rado, Gerome Ragni e Galt MacDermot. Dirigido por Milos Forman, John Savage, Treat Williams e Beverly D'angelo no elenco, ele conta a história de um jovem do interior dos Estados Unidos convocado para a Guerra do Vietnã, que chega a Nova Iorque para apresentar-se ao exército e encontra e se torna amigo de uma tribo de hippies cabeludos da cidade, adeptos do pacifismo e contra a guerra.

As cenas de dança foram coreografadas por Twyla Tharp e realizadas pelos dançarinos da Twyla Tharp Dance Foundation. O filme estreou mundialmente no Festival de Cannes daquele ano e foi indicado para o Globo de Ouro de Melhor Filme.

Em 2004, "Aquarious", uma das icônicas canções do musical transportadas para a tela, foi considerada a 33ª melhor canção do cinema americano na lista 100 America's Greatest Music in the Movie  do American Film Institute.

Sinopse

De passagem por Nova Iorque, um dia antes de se apresentar para ir a Guerra do Vietnã, um rapaz  do interior que chega a Nova Iorque conhece um grupo de hippies, com os quais passa a conviver. Com eles, aprende a ver do outro de uma guerra, e se apaixona por uma jovem  de família rica.

Sheila, a jovem milionária nova-iorquina por quem Claude se enamora e mais a tribo de hippies contrários à Guerra do Vietnã e adeptos do pacifismo, sexo livre e das drogas, tenta de várias maneiras convencê-lo a não ir para a guerra e queimar seu cartão de alistamento, como feito por eles.

O filme difere em vários pontos do consagrado musical em que se baseou o maior deles ao final, quando "Berger", o líder do grupo  de hippies, e não "Claude", o pacato jovem do interior convocado para o Vietnã, acaba indo para a guerra no lugar do amigo e morrendo nela.


Elenco Principal:
  • John Savage.... Claude
  • Treat Williams... Berger
  • Beverly D'Angelo... Sheila Franklin
  • Annie Golden.... Jeannie
  • Dorsey Wright... Hud
  • Don Dacus... Woof

Crítica

Estreando mundialmente como hor concours no festival de Cinema de Cannes, o filme , apesar das mudanças, teve sucesso de público e recebeu críticas positivas importantes como a de Vincent Canby, do New York Times que escreveu... "as invenções de Weller (o roteirista) fizeram  este Hair ser mais divertido do que o original. Ele também deu tempo e espaço para o desenvolvimento dos personagens que, no palco,  tinham que expressar a si mesmos quase que inteiramente por música. O elenco é soberbo e o filme, de maneira geral, é delicioso." 

James Rado e Gerome Ragni, porém, ficaram insatifeitos com o resultado, achando que Forman retratou os hippies como "algum tipo de aberração" sem qualquer ligação com o movimento pacifista, falhando em transportar para a tela a essência  original da obra. Eles declararam que qualquer semelhança entre o filme e o musical  se limita  a algumas canções, o título em comum e o nome dos personagens. Na opinião dos autores, a verdadeira versão cinematográfica de Hair ainda não foi feita.


Principais Prêmios e Indicações

Prêmio David di Donatello 1979 (Itália)
  •  Recebeu prêmio na categoria de melhor diretor de filme estrangeiro e melhor trilha sonora de filme estrangeiro.
Globo de Ouro 1980 (EUA)
  • Recebeu duas indicações nas categorias de melhor filme-comédia musical e melhor revelação masculina (Treat Williams).
Prêmio César 1980 (França)
  • Indicado na categoria de melhor filme estrangeiro.

Na sequência, vídeo com trecho inicial do musical Hair.



Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hair_(filme)


Hair Movie CLIP - Aquarius (1979) 



quarta-feira, 9 de julho de 2014

Cinema: O CARTEIRO E O POETA




Il postino (O Carteiro e o Poeta - título no Brasil) é um filme dirigido por Michael Radford sobre a amizade entre o poeta chileno Pablo Neruda e um humilde carteiro que deseja aprender a fazer poesia.

Baseado no livro Il Postino de Antonio Skármeta. O roteiro foi adaptado por Anna Pavignano, Michael Radford, Furio Scarpelli, Giacomo Scarpelli e Massimo Troisi que também interpretou o carteiro. Uma primeira versão do roteiro, feito por Massimo Troisi já havia sido realizada em 1983. O livro e a primeira versão do roteiro se passavam no Chile, por volta de 1970, quando Neruda vivia em Isla Negra. Na versão mostrada em Il Postino, a história se passa na Itália nos anos 50.

Sinopse:

Por razões políticas o poeta Pablo Neruda se exila em uma ilha na Itália. Lá, um desempregado quase analfabeto é contratado como "carteiro" extra, encarregado de cuidar da correspondência do poeta. Gradativamente se forma uma sólida amizade entre os dois. O carteiro Mario, aos poucos, aprende a escrever seus sentimentos por Beatrice, e Neruda ganha, em troca, um ouvinte compreensivo para suas lembranças saudosas do Chile.

O ator e roteirista Massimo Troisi adiou uma cirurgia cardíaca para poder completar o filme. No dia seguinte ao término das filmagens, ele sofreu um ataque cardíaco fatal que encerrou precocemente sua prodigiosa carreira no cinema.

Principais prêmios e indicações:

  • venceu na categoria de Melhor Trilha Sonora Original, composta pelo argentino Luis Enríquez Bacalov;
  • o filme também foi indicado para os prêmios de Melhor Ator (Massimo Troisi), Melhor Diretor, Melhor Filme Melhor Roteiro Adaptado.
Academia Japonesa de Cinema
  • venceu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
Bafta (Reino Unido)
  • venceu na categoria de Melhor Filme em Língua Não Inglesa.
Recebeu o Prêmio Anthony Asquith para música de filme o o Prêmio David Lean de direção.
  •  indicado nas categorias de Melhor Atuação de Ator Protagonista (Massimo Troisi) e Melhor Roteiro Adaptado.
Prêmio David de Donatello 1995 (Itália)
  • venceu na categoria de Melhor Edição;
  • indicado na categoria de Melhor Música.
Prêmio Sant Jordi 1996 (Espanha)
  • venceu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
Abaixo trecho do filme e na sequência áudio com o tema composto por Luis Bacalov.



Trecho de "O Carteiro e o Poeta"




Áudio: Il postino, de Luis Bacalov, pela filarmonica Borgofranco

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Cinema: JESUS CRISTO SUPERSTAR



Jesus Cristo Superstar é um filme musical britânico de 1973 dirigido pelo cineasta canadense Norman Jewison. Adaptação cinematográfica da ópera rock de Andrew Webber/Tim Rice de mesmo nome, o filme gira em torno do conflito entre Judas e Jesus durante a semana antes da crucificação de Jesus. Neeley e Anderson foram indicados para dois prêmios Globo de Ouro em 1974 por seus retratos de Jesus e Judas, respectivamente. Embora tenha atraído críticas de alguns grupos religiosos, os comentários para o filme ainda foram positivos.

SINOPSE

Versão musical e pop dos últimos dias de vida de Jesus, a partir de sua chegada a Jerusalém. Figurinos e cenografias mesclam história e política, inserindo objetos como metralhadoras e tanques de guerra ao lado de lanças e palácios romanos.


ELENCO
  • Ted Neeley.... Jesus Cristo
  • Carl Anderson.... Judas Iscariotes
  • Barry Dennen.... Pôncio Pilatos
  • Yvonne Elliman... Maria Madalena
  • Joshua Mostel... Herodes
  • Larry Marshall... Simão, o Zelote
  • Paul Thomas... Pedro

PRINCIPAIS PREMIAÇÕES

Oscar - 1974
  • indicado na categoria de Melhor Trilha Sonora.
Bafta - 1974 (Reino Unido)
  • venceu na categoria de Melhor Trilha Sonora.
  • indicado nas categorias de Melhor Figurino e Melhor Fotografia.
Prêmio David di Donatello - 1974 (Itália)
  • venceu na categoria de Melhor Filme (estrangeiro)
Globo de Ouro - 1974 (EUA)
  • Indicado nas categorias de Melhor Filme (comédia ou músical), Melhor Ator (comédia ou musical) em cinema (Carl Anderson e Ted Neeley), Melhor atriz (comédia ou musical) em cinema (Yvonne Elliman), Ator Novato Mais Promissor (Carl Anderson e Ted Neeley).

Segue logo abaixo vídeo com trecho inicial do musical.



Trecho de Jesus Cristo Superstar (1973) - "Heaven on Their Minds"