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sábado, 20 de junho de 2015

Pintura: CLAUDE MONET

Oscar-Claude Monet (Paris, 14 de novembro de 1840 - Giverny, 5 de dezembro de 1926) foi um pintor francês, um dos criadores do impressionismo. O termo impressionismo deriva do título de sua obra "Impressão, Sol Nascente" (1872).

Suas primeiras obras, até a metade da década de 1860, são do estilo realista. Monet conseguiu expor algumas no Salón de París. A partir do final da década de 1860 começou a pintar obras impressionistas. Este desvio do gosto da época, que era marcado pelas academias de arte, piorou sua situação econômica, já que perseverou em sua decisão de continuar nesse não tão afortunado caminho.

Na década de 1870 teve parte nas exposições impressionistas nos quais também participaram Pierre-Auguste Renoir e Edgar Degas. Sua obra "Impressão, Sol Nascente" foi exposta no Salón des Refusés (salão dos recusados) de 1874. Sua carreira foi impulsionada pelo revendedor Paul Durand-Ruel. Ainda assim, sua situação financeira não foi a das melhores até meados da década de 1890. Nessa época, Monet desenvolveu o conceito das "séries", em que um motivo é pintado repetidas vezes com distinta iluminação. Ao mesmo tempo começou a trabalhar no famoso jardim de sua casa em Giverny com lago de nenúfares, que logo utilizou para suas pinturas.

"Todos discutem minha arte e fingem compreender, como se fosse necessário compreendê-la, quando é simplesmente necessário amar". (Claude Monet)

Abaixo temos as ilustrações de alguns de seus trabalhos, na sequência vídeo original em que podemos ver Monet trabalhando em seu jardim, e nos vídeos seguintes obras e filme da vida dos pintores impressionistas.

https://es.wikipedia.org/wiki/Claude_Monet


Madame Monet em um Kimono Japonês, 1875
Técnica: óleo em tela
Localização: Museum of Fine Arts, Boston




A Grenouillère, 1869
Localização: Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque
O local era frequentado por muitos pintores e igualmente foi ilustrado pelo pintor Renoir.



A Refeição, 1868
A pintura, aqui representando Camille Doncieux e Jean Monet, foi rejeitada pelo París Salon de 1870, mas foi incluída na primeira mostra impressionista de 1874.
Localização: Stadel, Frankfurt, Alemanha



O Terraço em Sainte-Adresse, 1867
Técnica: tinta a óleo
Dimensões: 98 cm x 1,30 m
Localização: Nova Iorque



Barco do Estúdio, 1874
Localização Kroller-Muller Museum, Países Baixo



As Escadas em Vetheuil, 1881
Técnica: pintura a óleo



A Foz do Sena em Honflour, 1865
Técnica: óleo em tela
Localização: Norton Simon Museum, Pasadena, Califórnia



Chegada do Trem da Normândia, Estação Saint-Lazare, 1877
Localização: The Art Institute of Chicago



Impressão, Nascer do Sol, 1872
Técnica: óleo em tela
Dimensões: 48 cm x 63 cm
Localização: Musée Marmottan Monet, Paris




FILME DO PINTOR IMPRESSIONISTA CLAUDE MONET TRABALHANDO (VÍDEO AUTÊNTICO)




CLAUDE MONET - OBRAS




OS IMPRESSIONISTAS  BBC - LEGENDADO - COMPLETO

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Pintura: FRIDA KAHLO


Magdalena Carmen Frieda Kahlo Calderón (Coyoacán, 6 de julho de 1907 - Coyoacán, 13 de julho de 1954), mais conhecida como Frida Kahlo, foi uma pintora e poeta mexicana de ascendência alemã e espanhola. Casada com o célebre muralista mexicano Diego Rivera, sua vida esteve cruzada pelo infortúnio de uma enfermidade infantil e por um grave acidente em sua juventude que a manteve prostrada na cama durante muito tempo, chegando a submeter-se a 32 operações cirúrgicas. Levou uma vida pouco convencional, foi bissexual e entre seus amantes se encontrou com León Trotski, um político e revolucionário russo de origem judia. Sua obra pictórica gira em torno de sua biografia e de seu próprio sofrimento. Foi autora de aproximadamente 200 obras, principalmente auto-retratos, nos quais projetou sua dificuldade para sobreviver. A obra de Kahlo está influenciada por seu esposo, o reconhecido pintor Diego Rivera, com o qual compartilhou seu gosto pela arte popular mexicana de raízes indígenas inspirando outros pintores mexicanos do período pós-revolucionário.

Em 1939 expôs suas obras na França atendendo a um convite de André Breton, que tentou convencê-la de que eram surrealistas, ainda que Frida dissesse que esta tendência não correspondia a sua arte já que ela não pintava sonhos, mas sua própria vida. Uma das obras desta exposição (Autorretrato - El Marco, que atualmente se encontra no Centro Pompidou) se tornou o primeiro quadro de um artista mexicano adquirido pelo museu do Louvre). Até então, Frida Kahlo havia pintado privadamente e a ela própria custou admitir que sua obra pudesse ter um interesse geral. Ainda que gozasse a admiração de destacados pintores e intelectuais de sua época como Pablo Picasso, Wassily Kandinski, André Breton e Marcel Duchamp, sua obra alcançou fama e verdadeiro reconhecimento internacional depois de sua morte, a partir da década de 1970.

Após anos de intenso sofrimento físico e frustrações (Frida Kahlo tentou ser mãe, porém após anos de tentativas e alguns abortos, descobriu ser impossível realizar seu sonho), traições do marido, as quais a pintora compensava com amantes de ambos os sexos, e outras desventuras mais, Frida Kahlo teria escrito em seu diário pessoal já no último ano de sua vida, quando,  impossibilitada totalmente de andar, não podia mais sair da cama, a famosa frase a respeito de sua morte "Espero alegre e saída e espero nunca voltar".

Abaixo alguns de seus trabalhos mais conhecios e na sequência vídeo com o documentário em espanhol "Frida Kahlo".



Autorretrato em Vestido de Veludo - 1926

Um de seus primeiros autorretratos, ao qual ela chamava de pequeno Boticelli, feito para seu então namorado Alexandre, o qual partiu com a família para a Europa. Em suas cartas escrita ao amado, Frida se referia ao retrato como a ela própria: "Alexandre, seu Boticeli se torna a cada dia mais triste. Eu disse a ela que, até que você volte, ela deveria ser apenas um som que dorme, apesar disso ela se lembra de você sempre".

Dimensões: 79,7 x 60 cm
Óleo sobre tela
Acervo particular



O Cervo Ferido - 1946

Nessa pintura, Frida usa a imagem de um jovem cervo com sua própria cabeça, que foi surpreendido por flechas. Ao fundo uma floresta com árvores mortas e ramos secos, o que expressa a imagem de dor e desesperança. Ao longe uma tempestade com relâmpagos que iluminam o céu.

óleo sobre fibra dura
Dimensões: 22, 4 x 30 cm



As Duas Fridas - 1939

Essa pintura foi finalizada logo após seu divórcio com Diego Rivera, e mostra Frida com duas personalidades. Uma é a tradicional Frida em trajes mexicanos. com um coração partido, sentada ao lado de uma Frida independente, modernamente vestida. Mais tarde ela admitiria, que essa é a expressão do desespero e da solidão que sentia após o divórcio.



The love embrace of the universe the earth mexico myself diego and senor xolotl - by Frida Kahlo
Na Fronteira entre o Abraço de Amor do Universo, a Terra (México), Eu, Diego e o sr. Xólotl - 1949

O tema dessa pintura possui muitos elementos que derivam da cultura mexicana. A incapacidade de Frida para ter filhos a fez adotar um papel maternal em relação a Diego. No centro da pintura, como uma Madonna, ela segura seu marido Diego em um abraço amoroso. Ainda que a mulher seja a figura que alimenta a vida, o homem tem o terceiro olho da sabedoria em sua fronte, portanto dependem um do outro. Abraçando o casal está a mãe terra Asteca, Cihuacoatl, feita de barro e pedra. A figura na parte mais externa, a mãe Universal, abraça Cituacoatl. No primeiro plano, o cão Itzcuintl Señor Xolotl, representa Xolotl, um ser na forma de um cão que guarda o mundo subterrâneo. 

Óleo em tela
Dimensões: 70 x 60,5 cm
Acervo particular



Autorretrato com Colar de Espinhos e Colibri - 1940

Retrato simbólico no qual vemos folhagens verdes atrás da pintora, e uma folha amarela ao seu lado, um gato preto e um colar de espinhos envolto em seu pescoço fazendo-o sangrar, um macaco brincando com os espinhos e um beija-flor puxando-o. Sua expressão ainda assim é calma e solene, mostrando sua paciência diante da dor.

Tinta a óleo
Dimensões: 61,25 x 47 cm
Localização: Harry Hansom Center, Universidade do Texas.



Hospital Henri Ford - 1932

Nessa pintura, Frida se retrata no Hospital Henri Ford, onde jaz no leito, com hemorragia. O corpo retorcido e a cama inclinada indica os sentimentos de tristeza e desconexão, uma reflexão sobre o que ela sentia enquanto sofria um aborto espontâneo no hospital Henri Ford. O feto, que era do século masculino, filho da artista com Diego Rivera, é retratado como uma ilustração médica. A orquídea assemelha-se a um útero. Ela segura sobre a barriga longas cordas vermelhas, como cordões umbilicais. O caracol é o símbolo da demora durante a operação.



What I Saw in the Water, 1938 by Frida Kahlo
O que Eu Vejo na Água - 1938

Essa pintura tem outro nome "O que a Água me Mostra". Ainda que Frida Kahlo nunca tenha se considerado uma "surrealista" esse trabalho foi pintado em um surrealístico estilo. Na água o reflexo são suas imagens de vida e morte, felicidade e tristeza, conforto e dor, assim como seu passado e presente. No centro, Frida jaz, afogada em suas imaginações e sangrando pelo canto da boca. Ela se mantém a deriva por meio de uma corda que serve como corda-bamba para insetos e uma bailarina.

Tinta a óleo
Acervo particular



Self Portrait with Loose Hair, 1947 by Frida Kahlo
Autorretrato com os Cabelos Soltos - 1947

Em 1946, Frida viajou para Nova Iorque para uma fusão espinhal. Essa operação foi chamada "o começo do fim". Ainda que ela tenha consultado a inúmeros médicos, sua condição piorou cada vez mais após essa operação. Esse autorretrato foi pintado enquanto ela se recuperava. O texto no manunscrito diz: "aqui, eu pintei a mim mesma, Frida Kahlo, com meu reflexo no espelho. Eu tenho 37 anos e é julho de 1947. Em Coyacán, México, local onde nasci".

Óleo sobre fibra dura
Dimensões: 61 x 45 cm




Sol e Vida - 1947

A obsessão de Frida com a fertilidade era, por vezes, tema recorrente em suas pinturas. Neste quadro, o sol que dá vida está rodeado por plantas em formato fálicos e matrizes femininas protegendo um feto que está se desenvolvendo.



Moses, 1945 by Frida Kahlo

Moisés - 1945

Alguns se referem a esse quadro como "O Núcleo da Criação". Em uma descrição escrita, Frida se refere a ela como "Moisés, o Nascimento do Herói". A figura central é o bebê abandonado Moisés, o qual se assemelha muito a Diego representado em outras pinturas, e possui igualmente o terceiro olho da sabedoria em sua fronte. O nascimento está representado sob um sol, provedor da vida, e é escoltado por deuses, heróis, a humanidade em geral e as mãos da morte que abraça a todos. Os ramos novos que brotam dos troncos das árvores mortas se referem ao ciclo da vida e da morte, que aparece em muitas pinturas de Frida. 

http://es.wikipedia.org/wiki/Frida_Kahlo


Frida Kahlo - Documental en español

sábado, 2 de maio de 2015

Pintura: BEATRIZ MILHAZES


Beatriz Milhazes (Rio de Janeiro, 1960) é uma pintora, gravadora, ilustradora e professora. Frequentou cursos de arte na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e em várias universidades dos Estados Unidos da América. Vem destacando-se em exposições no exterior, sua obra é caracterizada pela utilização de cores e formas geométricas.

A cor é um elemento onipresente na obra de Beatriz Milhazes. Seu repertório estrutural inclui a abstração geométrica, o carnaval e o modernismo. Flores, arabescos, alvos e quadrados ganham primeiro uma superfície de plástico para a posterior transferência para a tela. 

Beatriz Milhazes eventualmente usa a colagem na superfície da tela e aplica adicionais para viabilizar as obras como pintura, decalque, justaposição e sobreposições.

Atualmente a artista é reconhecida como a pintora brasileira mais cara viva.

"Pela primeira vez, estou pensando em voz alta que, no trabalho com a cor, faço uma ligação entre vida e pintura". (Beatriz Milhazes)

Abaixo uma amostra de algumas de suas obras.




Modinha, 2007
Acrílico sobre tela
Dimensões: 159 x 298 cm




Pierrot e Colombina, 2009 - 2010
Óleo e acrílico sobre tela
Tríptico: 260, 5 x 421,5 cm




Figo, 2006 - 2007
Combinação de gravura e serigrafia[
178 x 119,5 cm




Beleza Pura, 2006
Acrílico sobre tela
Dimensões: 200 x 402 cm




Joá, 2005 - 2005
Acrílico sobre tela
Dimensões: 270 x 200 cm




Senhorita com seus Bichinhos de Estimação, 1993
Acrílico sobre tela
Dimensões: 193 x 210 cm




Vitrais da Estação Pinacoteca, São Paulo




Mural Paz e Amor
Localização: estação Glocester Street, Londres


Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Beatriz_Milhazes
https://www.escritoriodearte.com/artista/beatriz-milhazes/



Vídeo: Beatriz Milhazes - Espaço Unisanta


domingo, 4 de janeiro de 2015

Pintura: FERNANDO BOTERO


Fernando Botero é um pintor, escultor e desenhista colombiano que nasceu em Medellín em 19 de abril de 1932.

As obras de sua autoria levam impresso um original estilo figurativo neo-renascentista contemporâneo, denominado por alguns como "boterismo", o qual lhes dá uma identidade inconfundível e comovedora, e se caracterizam pela interpretação que dá o artista a diversas temáticas universais (o ser humano, a mulher, o homem, seus sentimentos, paixões, dores, crenças, vícios, costumes, seu cotidiano, suas relações interpessoais, mitos, lendas, manifestações culturais, assim como dramas, acontecimentos e personagens históricos, sociais e políticos, ícones da arte, até objetos, animais, paisagens e a natureza em geral), com uma volumetria exaltada, que impregna de um especial caráter tridimensional, assim como de força e sensualidade à obra, junto a uma concepção anatômica particular, uma estética que, cronologicamente, poderia enquadrar-se entre os anos trinta e quarenta no ocidente, em temáticas que podem ser contemporâneas ou passadas, mas com vocação universal, com um uso vivaz e magistral da cor, ao estilo da escola veneziana renascentista, e finos detalhes de crítica mordaz, ironia e sutileza.

Desde seu início, Botero recorreu a cenas costumeiras, inicialmente com uma pincelada solta de cores escuras, (com ocasionais contrastes fortes) próximo ao expressionismo, e desde os anos sessenta recorreu a pincelas mais fechadas, com figuras e contornos mais definidos. 

Em sua obra recente, Botero recorreu tematicamente à situação política colombiana e mundial. Por exemplo, a série sobre "Abu Ghraib" é composta por 78 quadros que representam os horrores da tortura e da guerra, relacionadas com a invasão dos Estados Unidos ao Iraque e os acontecimentos na Prisão de Abu Ghraib a partir das declarações das pessoas ali torturadas.

"Quando começas uma pintura, é algo que está fora de ti. Ao terminá-la, parece que estavas instalado dentro dela". (Fernando Botero)

Abaixo algumas de suas obras e na sequência vídeo em espanhol "El Mundo Rotundo de Fernando Botero".




A Orquestra (1991)
Técnica: óleo sobre tela



FAMOSOS DE COLOMBIA: FERNANDO BOTERO | Fernando Botero
O Desfile (2000)
Técnica: óleo sobre tela



 Família Colombiana (1999)
Técnica: pintura a óleo
Dimensões: 195 x 165cm



Arnolfini (1970)
Interpretação de um dos quadros mais famosos do pintor flamengo Jan Van Eyck - Retrato do Casal Arnolfini de 1434.



Dançarinos



O Banho (1989)
Dimensões: 249 x 205cm




Mona Lisa (1978)
Localização: museu Botero, Bogotá, Colômbia



O Massacre





Jogo de Cartas (2003)



O Cavalo
Localização: Medellín, Colômbia



Archivo:Botero.La mano.JPG
A Mão
Localização: Paseo de la Castellana, Madrid, Espanha



A Maternidade
Localização: Oviedo, Espanha


Fonte: http://es.wikipedia.org/wiki/Fernando_Botero

El mundo rotundo de Fernando Botero

domingo, 14 de dezembro de 2014

Pintura: MARC CHAGALL


Marc Chagall (Vitebsk, Império Russo, 7 de julho  de 1887 - Saint-Paul-de-Vence, França, 28 de março de 1985) foi um pintor, ceramista e gravurista surrealista judeu russo-francês.

Nascido no seio de uma família judaica, na sua juventude entrou para o ateliê de um retratista famoso de sua cidade natal. Lá aprendeu não só as técnicas de pintura, como a gostar e a exprimir-se nessa arte. Ingressou, posteriormente, na Academia de Arte de São Petersburgo, de onde rumou para a próspera cidade-luz, Paris.

Ali entrou em contato com as vanguardas modernistas que enchiam de cor, alegria e vivacidade a capital francesa. Conheceu também artistas como Amedeo Modigliani e La Fresnay. Todavia, quem mais o marcou, deste próspero e prodigioso período, foi o modernista Guillaume Apollinaire, de quem se tornou grande amigo.

É também nesse período que Chagall pinta dois de seus mais conhecidos quadros: Eu e a Aldeia e O Soldado Bebé, pintados em 1911 e 1912, respectivamente.

Os títulos dos quadros foram dados por Blaise Cendrars. Coube a Guillaume Apollinaire selecionar as obras que seriam posteriormente expostas em Berlim, no ano em que a Primeira Guerra Mundial rebentou, em 1914.

Nesse ano, após a explosão da guerra, Marc Chagall volta ao seu país natal, sendo, portanto, mobilizado para as trincheiras. Todavia, permaneceu em São Petersburgo, onde casou um ano mais tarde com Bella, uma moça que conheceu em sua aldeia. 

Depois da grande revolução socialista na Rússia, que pôs fim ao regime autoritário czarista, foi nomeado comissário para as belas-artes, tendo inaugurado uma escola de arte, aberta a quaisquer tendências modernistas. Foi neste período que entrou em confronto com Kasimir Malevich, acabando por se demitir do cargo. 

Retornou, então, a Paris, onde iniciou mais um pródigo período de produção artística, tendo mesmo ilustrado uma Bíblia. Em 1927, ilustrou também as Fábulas de La Fontaine, tendo feito cem gravuras, somente publicadas em 1952. São também deste ano conhecidas  as suas primeiras paisagens.

Visitou em 1931 a Palestina e, depois, a Síria, tendo publicado, em memória destas duas viagens o livro de carácter autobiográfico Ma vie (em português: "Minha Vida").

Desde 1935, com a perseguição dos judeus e com a Alemanha prester a entrar em mais uma guerra, Chagall começa a retratar as tensões e depressões sociais e religiosas que sentia na pele, já que também era judeu convicto.

Anos mais tarde parte para os Estados Unidos, onde se refugia dos alemães. Lá, em 1944, com o fim da guerra a emergir, Bella, a sua mulher, falece, facto que lhe causa uma enorme depressão, mergulhando novamente no mundo das evocações, dos chamamentos, dos sonhos. Conclui este perído com um quadro que já havia iniciado em 1931: Em Torno Dela.

Dois anos depois do fim da guerra, regressa definitivamente à França, onde pintou os vitrais da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Na França e nos Estados Unidos pintou, para além de diversos quadros, vitrais e mosaicos. Explorou também os campos da cerâmica, tema pelo qual teve especial interesse.

Em sua homenagem, em 1973 foi inaugurado o Museu da Mensagem Bíblica de Marc Chagall, na famosa cidade do sul da França, Nice. Em 1977 o governo francês condecorou-o com o Grã-cruz da Legião de Honra. 

Tendo sido um dos melhores pintores do século XX, Marc Chagall faleceu em Saint-Paul-de-Vence, no sul da França, em 1985.

"A arte é sobretudo um estado da alma". (Marc Chagall)

Abaixo alguns de seus principais trabalhos e, na sequência, vídeo com um pouco mais de seu extenso trabalho.





Eu e a Aldeia (1911)

Técnica: pintura à óleo
Dimensões: 192,1 x 151,4 cm
Localização: Museu de Arte Moderna, Nova Iorque





Profeta Jeremias (1968)

Técnica: pintura à óleo
Dimensões: 115 x 146,3 cm
Localização: Musée National Message Biblique Marc Chagal, Nice, França





Liberation (1937 - 1952)

Técnica: pintura à óleo
Dimensões: 168 x 88 cm
Localização: Musée National Message Biblique  Marc Chagall






White Crucifixion (1938)

Técnica: pintura à óleo
Dimensões: 155 x 140 cm
Localização: Art Institute of Chicago, Chicago, EUA





Over The Town (1918)

Técnica: pintura à óleo
Dimensões: 45 x 56 cm
Localização: Tretyakov Gallery, Moscou, Rússia






The Fiddler (1913)

Técnica: pintura à óleo
Dimensões: 188 x 158 cm
Localização/. Stedelijk Museu, Amsterdã, Holanda 





Finale of the Ballet "Aleko" (1942)

Técnica: Guache
Dimensões: 38 x 57,1 cm
Localização: Museu de Arte Moderna, Nova Iorque, EUA





Vitrais da catedral de St. Stephen's, Mainz, Alemanha




St. Stephan, Mainz - 3      Chorfenster von Marc Chagall in der Kirche St. Stephan zu Mainz in dem  unverkennbaren Chagall-Blau.

Detalhe de um dos Vitrais da Catedral de St. Stephen's, Mains, Alemanha




Chagall, Marc (1887-1985) - 1978 St. Mark and St. Matthew, Stained Glass Windows All Saints Church, Tudeley, UK.

Vitral da Igreja de Todos os Santos, Tudeley, Ucrânia (1978)


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Marc_Chagall

Favorite Artists: Marc Chagall