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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Balé: ÍGOR STRAVINSKI

Ígor Fiódorovitch Stravinsky (Oraniembaum, 17 de junho de 1882 - Nova Iorque, 6 de abril de 1971) foi um compositor, pianista e maestro russo, considerado por muitos um dos compositores mais importantes e influentes do século XX. Foi o arquétipo do russo cosmopolita, escolhido pela revista Time como uma das cem pessoas mais influentes do século. Além do reconhecimento que obteve pelas suas composições, ficou ainda famoso como pianista e maestro, estando nessa condição muitas vezes nas estreias de suas obras. 

A carreira de compositor de Stravinski foi notável pela sua diversidade estilística. Inicialmente adquiriu fama internacional com três ballets encomendados pelo empresário Sergei Diaghilev e executados pelos Ballets Russes de Diaghilev: L'Oiseau de Feu ("O Pássaro de Fogo") (1910), Petrushka (1911-1947), e Le Sacre du Printemps ("A Sagração da Primavera") (1913). A Sagração cuja estreia provocou um motim, transformou o modo de pensamento dos compositores posteriores acerca da estrutura rítmica, e foi largamente responsável pela reputação duradoura de Stravinski enquanto revolucionário musical, forçando as fronteiras do design musical. 

Após esta fase inicial russa, Stravinski virou-se para o neoclassicismo na década de 1920. As obras deste período tendem a utilizar as formas musicais tradicionais (concerto grosso, fuga, sinfonia), frequentemente disfarçadas com um veio de emoção intensa sob uma aparência superficial de distanciamento ou austeridade, muitas vezes prestando tributo à música de mestres anteriores, como J. S. Bach e Tchaikovsky.

Nos anos 1950 adotou os procedimentos do serialismo, utilizando as novas técnicas ao longo de seus últimos vinte anos. As composições de Stravinski deste período tem pontos em comum com toda a sua produção anterior: energia rítmica, a construção de ideias melódicas desenvolvidas a partir de algumas células de duas ou três notas, e clareza de forma, instrumentação e expressão vocal. 

Também publicou vários livros ao longo de sua carreira, quase sempre com a ajuda de um colaborador, por vezes não  nomeado. Na sua autobiografia em 1936, Chronicles of my Life, escrita com a ajuda Walter Nouvel, Stravinski incluiu a sua famosa declaração de que "a música é, pela sua própria natureza, essencialmente impotente para expressar seja o que for". Muitas entrevistas na qual o compositor conversou com Robert Craft foram publicadas como Conversations with Igor Stravinsky. Colaboraram ainda em mais cinco volumes adicionais durante a década seguinte.


A SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA

Em nota enviada ao condutor Serge Koussevitzky em fevereiro de 1914, Stravinski descreveu A Sagração da Primavera como um "trabalho musical coreografado, representando a Rússia pagã... unificada por uma ideia única: o mistério e a grandeza do surgimento do poder criativo da Primavera". Em sua análise da Sagração, Pieter van den Toorn escreve que o trabalho carece de sinopse específica e narrativa, e deve ser considerado como uma sucessão de cenas coreografadas apenas. 

Parte I - Adoração da Terra

Introdução - antes da subida das cortinas, inicia-se uma introdução orquestral, sendo de acordo com Stravinsky, "um enxame de flautas de primavera".

Presságios da Primavera - a celebração da primavera começa nas colinas. Uma velha entra e começa a prever o futuro.

Ritual de Abdução - as jovens chegam vindo do rio e começam a realizar a "dança da abdução".

Círculos da Primavera - as jovens dançam o Khorovod, o "círculo da primavera".

Ritual das Tribos Rivais - as pessoas se dividem em dois grupos opostos, e começam "o ritual das tribos rivais".

Procissão dos Sábios: O Sapiente - uma procissão santa lidera a entrada dos anciões sábios, presidido pelo Sapiente que pausa os rituais e abençoa a terra.

Dança da Terra: as pessoas iniciam uma dança passional, santificando e unificando-se com a terra.


Parte II - O Sacrifício

Introdução

As Rodas Misteriosas das jovens meninas - as jovens iniciam jogos misteriosos, andando em círculos.

Regozijo dos Escolhidos - uma das jovens é selecionada à sorte, sendo pega duas vezes na roda permanente, e é glorificada como "A Escolhida" com uma dança matrimonial. 

Invocação dos Ancestrais - em dança breve, as jovens invocam os ancestrais do povo. 

Rituais dos Ancestrais - a jovem Escolhida é confiada aos cuidados dos anciões sábios.

Dança do Sacrifício - a Escolhida dança até a morte na presença dos anciões na grande "Dança do Sacrifício".


https://pt.wikipedia.org/wiki/Ígor_Stravinski
https://pt.wikipedia.org/wiki/Le_Sacre_du_Printemps


IGOR STRAVINSKY - A SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA - COREOGRAFIA POR VASLAV NIJINSKY -VERSÃO 1913 -...

sábado, 16 de maio de 2015

Dança: ANNA PAVLOVA


Anna Matveievna Pavlova (São Pertersburgo, 31 de janeiro e 1881 - Haia, 23 de janeiro de 1931) foi uma bailarina russa.

De talento e carisma excepcionais, fascinou o mundo da dança no fim do século XIX e na primeira metade do século XX. Seu extraordinário talento e suas interpretações extremamente pessoais deram um novo sentido ao balé clássico. 

Após ser admitida no corpo de balé do "Balé Imperial Russo" de São Petersburgo, passa a galgar posições de destaque nos espetáculos do Teatro Mariinsky muito rapidamente. Expressiva e carismática conquistava grande legião de admiradores a cada espetáculo. Seu físico delicado e gracioso era bem apropriado para os papeis românticos dos balés, e isso foi percebido pelos coreógrafos. Seu primeiro sucesso e que passou a ser sua marca registrada, é o solo de "A Morte do Cisne", apresentada em 1905, no teatro Mariinski. Também é sucesso em "Giselle" com música de Adolphe Adam e coreografia de Marius Petipa, apresentada em 1906 no mesmo teatro.

Em suas vindas ao Brasil, ela apresentou-se nestes grandes teatros: Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Teatro Municipal de São Paulo e Theatro da Paz (Belém, Pará).

O seu repertório era clássico, convencional, mas gostava de incluir números de danças étnicas. Os seus excertos e adaptações dos balés clássicos encantavam as plateias para quem se apresentava.

Anna Pavlova, por meio de suas turnês ao redor do mundo, e também por sua figura carismática e singular, tornou o balé popular por onde passava, sendo responsável por inúmeras novas bailarinas; moças que após a verem dançar se decidiam a também fazê-lo.

Durante sua carreira, por meio de suas turnês, Anna Pavlova viajou cerca de quinhentas milhas, dançando em 3.650 espetáculos e participando de mais de dois mil anos.

"Deus dá o talento, mas é o trabalho que transforma o talento em gênio".

A seguir, vídeo onde podemos conferir a performance de Anna Pavlova em "A Morte do Cisne".

http://pt.wikipedia.org/wiki/Anna_Pavlova


Anna Pavlova - A morte do cisne

sábado, 2 de maio de 2015

Dança: O BUDA DE MIL BRAÇOS


A dança A Deusa de Mil Braços é um balé chinês estreada pela Companhia de Arte Perfomática Chinesa de Deficientes Físicos, sendo que, ao todo, 63 bailarinas posicionadas estrategicamente gesticulam de forma exata e graciosa, levando aos espectadores a imagem do Buda de Mil Mãos, ou Guanyin de Mil Mãos, encontrada em diversas grutas da China . Dança feira em comemoração ao Ano Novo Chinês, todas as integrantes do ballet são deficiente auditivas ou mudas, sendo orientadas por duas integrantes de branco posicionadas nas laterais. O coreógrafo é o chinês Zhang Jigang, um dos responsáveis pela abertura dos Jogos Olímpicos de Beijing, em 2008: "em 1997 comecei a criar o ballet Buda de Mil Mãos. Sempre que encontro essa imagem me apaixono profundamente. Parece-me que se ela se movesse, ficaria lindíssima".

Segundo a tradição budista, a imagem representa as mil mãos que protegem a vida universal, e os mil olhos que ficam nas palmas das mãos observam a todo o mundo.

A dança Buda de Mil Mãos estreou no ano 2000 nos EUA com grande sucesso. Até o ano de 2004 o grupo já havia se apresentado pelo menos 190 vezes em mais de dez países. Na festa de gala da primavera realizada pela Televisão Central da China em 2005, a dança foi apresentada ao vivo, tendo sido assistida por um público estimado em um bilhão de espectadores.

"A vida pode oferecer diversas fontes de inspiração para artistas. Um excelente artista deve ser sempre perspicaz. Por que algumas pessoas podem descobrir a beleza no cotidiano, e outras não? A perspicácia é a resposta", diz o coreógrafo.

Na sequência vídeo, em que é possível assistir e se maravilhar com o belo espetáculo.


Vídeo: o Buda de Mil Braços


sábado, 3 de janeiro de 2015

Dança: MICHAEL JACKSON



Michael Joseph Jackson (Gary, 29 de agosto de 1958 - Los Angeles, 25 de junho de 2009) foi um famoso cantor, compositor, dançarino, produtor, empresário, arranjador vocal, filantropo, pacifista e ativista americano. Segundo a revista Rolling Stone faturou em vida cerca de sete bilhões de dólares, fazendo dele o artista mais rico de toda a história, e um ano após sua morte faturou cerca de um bilhão de dólares.

Começou a cantar e a dançar aos cinco anos de idade, iniciando na carreira profissional aos onze anos como vocalista dos Jackson 5; começou logo depois uma carreira solo em 1971, permanecendo como membro do grupo. Reconhecido nos anos seguintes como rei do pop, cinco de seus álbuns de estúdio se tornaram os mais vendidos mundialmente de todos os tempos: Off the Wall (1979), Thriller (1982), Bad (1987), Dangerous (1991) e History (1995). Lançou-se em carreira solo no início da década de 1970, ainda pelo Motown, gravadora responsável pelo sucesso do grupo formado por ele e os irmãos.

Em idade adulta, gravou o álbum mais vendido e popular da história, Thriller. Jackson é frequentemente citado como o "maior ícone negro de todos os tempos", e com grande importância para a quebra de barreiras raciais, abrindo portas para a dominação da música negra na música popular.

No início dos anos 1980, tornou-se uma figura dominante na música popular e o primeiro cantor afro-americano a receber exibição constante na MTV. A popularidade de seus vídeos musicais transmitidos pela MTV, como "Beat It", "Billie Jean" e "Thriller" são creditados como a causa da transformação do videoclipe em forma de promoção musical e também de ter tornado o então novo canal famoso. Vídeos como "Black or White", "Scream", "Earth Song", entre outros, mantiveram a alta rotatividade dos vídeos de Jackson durante a década de 1990. Foi o criador de um estilo totalmente novo de dança, utilizando especialmente os pés. Com suas performances no palco e clipes, Jackson popularizou uma série de complexas técnicas de dança, como o "Robot", o "The Lean" (inclinação de 45º), o famoso "Moonwalk". Seu estilo diferente e único de cantar e dançar, bem como a sonoridade de suas canções influenciaram uma série de artistas nos ramos do hip hop, pop, R&B e rock.

Jackson também foi um notável filantropo e humanitário, doando milhões de dólares durante toda sua carreira a causas beneficentes por meio da Dangerous World Tour, compactos voltados à caridade e manutenção de 39 centros de caridade, através de sua própria fundação. No entanto, outros aspectos da sua vida pessoal, como a mudança de sua aparência, principalmente da cor de pelo devido ao vitiligo geraram controvérsia significante a ponto de prejudicar sua imagem pública. Em 1993 foi acusado de abuso infantil, mas a investigação foi arquivada devido a falta de provas e Jackson não foi ao tribunal. Depois, casou-se e foi pai de três filhos, todos os quais geraram controvérsia do público. Em 2005, Jackson foi julgado e absolvido das alegações de abuso infantil. Enquanto se preparava para uma turnê intitulada This is It, Jackson morreu de intoxicação aguda do anestésico propofol em 25 de junho de 2009, após sofrer uma parada cardíaca. O tribunal de justiça de Los Angeles considerou sua morte um homicídio e seu médico pessoal Dr. Conrad Murray foi condenado por sendo homicídio culposo. Sua morte teve uma repercussão mundial instantânea, sendo motivo de comoção por parte dos fãs em muitas partes do mundo, estima-se que até dois bilhões de pessoas tenham assistido ao funeral pela televisão, já que emissoras do mundo todo transmitiram o evento ao vivo. Em março de 2010, a Sony Music Entertainment assinou um contrato de US$ 250 milhões com o espólio de Jackson para reter os direitos autorais de distribuição para suas gravações até 2017, e lançando cerca de sete álbuns póstumos na década seguinte a sua morte.

"Eu não penso (enquanto dança). Pensar é o maior erro que um dançarino pode cometer. Você se torna o baixo, o clarinete, a bateria, se torna os instrumentos." (Michael Jackson)

A seguir vídeos em que Michael Jackson se apresenta no Royal Concert, em Brunei, em 1996, turnê Dangerous Live, Munique, em 1995, e Gothemburg, em 1997, com, respectivamente, as canções Jam, Smoth Criminal e Billie Jean. Na sequência, especial que fala um pouco sobre a vida desse que é considerado um dos maiores artistas de todos os tempos.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Michael_Jackson

Michael Jackson - Royal Concert In Brunei 1996 - Jam .




[HD] Michael Jackson History World Tour  Live In Munich Smooth Criminal ...




Billie Jean Michael Jackson Live in Gothenburg 1997 HD




Especial Michael Jackson

sábado, 13 de dezembro de 2014

Dança: MIKHAIL BARYSHNIKOV




Mikhail Nikolaévich Baryshnikov (Riga, 28 de janeiro de 1948) é um bailarino, coreógrafo e ator.

Nascido na União Soviética na então República Socialista Soviética da Letônia - RSSL (hoje República da Letônia) e naturalizado norte-americano, começou seus estudos em balé em 1960. Em 1964, ele entrou na escola Vaganova, na então Leningrado, na conquista do primeiro prêmio, na divisão júnior do Concurso internacional Varna. Ele entrou no Balé Kirov e fez sua estréia no Teatro Mariinsky, em 1967, dançando o "camponês" pas de deux de Giselle. O talento de Baryshnikov, em particular a força de sua presença e pureza técnica clássica, foi reconhecido por vários coreógrafos soviéticos. O virtuoso Vestris, de Jakobson, em 1969, juntamente com a intensidade emocional de Albrecht, em Giselle, tornaram-se sua assinatura. Ainda na União Soviética, foi chamado pelo crítico Clive Barnes "o mais perfeito bailarino que alguma vez vi".

Baryshnikov é frequentemente citado ao lado de Vaslav Nijinsky e Rudolf Nureyev como um dos maiores bailarinos da história. Após um promissor início de carreira no Kirov Ballet em Leningrado, ele foi ao Canadá, em 1974, em busca de maiores oportunidades na dança ocidental. Após atuar como autônomo ao lado de várias companhias, juntou-se à Companhia de Ballet de Nova Iorque como solista para aprender o estilo de movimento de George Balanchine. Ele dançou com a companhia American Ballet Theatre, onde posteriormente se tornou diretor artístico.

Baryshnikov liderou muitos de seus próprios projetos artísticos e foi associado principalmente à promoção da dança moderna, lançando dezenas de novos trabalhos, incluindo muitos dele próprio. Seu sucesso como ator no teatro, cinema e televisão o ajudaram a se tornar provavelmente o mais largamente reconhecido bailarino contemporâneo. Em 1977, ele recebeu uma indicação para o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante e para o Globo de Ouro por seu trabalho como "Yuri Kopeikine" no filme "O Ponto de Mutação".

Durante uma apresentação no Canadá em 1974, ele buscou asilo no país e, em 1986, naturalizou-se norte-americano. Foi bailarino do American Ballet Theater de Nova Iorque onde foi bailarino de 1974 a 1989, e onde estrelou A Bela Adormecida (1975); Hamlet Conotations (1976); Giselle (1977); Balanchine (1980); Don Quixote (1989). Também foi diretor da companhia do American Ballet Theater entre 1985 e 1989. Além de bailarino é ator, tendo estrelado O Sol da Meia-Noite  (White Nights de 1985) ao lado do dançarino e ator americano, Gregory Hines.

"Não tento dançar melhor do que ninguém. Tento apenas dançar melhor do que eu mesmo". (Mikhail Barishnikov).

Logo abaixo vídeo em que Barishnikov executa o Pas de Deux  com a bailarina Alessandra Ferri em Giselle e na sequência interpreta uma das mais belas canções de Sinatra "That's LIfe". 


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Baryshnikov




Alessandra Ferri and Mikhail Baryshnikov - Giselle second act II pas de ...





Baryshnikov dances Sinatra




Mikhail Baryshnikov 1976 US  tv debut at Wolf trap

sábado, 20 de setembro de 2014

Dança: CARLOS GAVITO


Carlos Eduardo Gavito (1942-2005)

Mestre, bailarino de tango e coreógrafo, nascido em Avellaneda, bairro de Buenos Aires, Carlos Gavito começou sua carreira profissional no ano de 1965 no programa de show popular "Asi Canta Bueno Aires".

Filho de um argentino e de uma espanhola, era um homem de porte elegante, com uma barba que o fazia interessante e que acentuava a feição de traços finos e delicados.

Conhecido como o "último milongueiro" era respeitado por todos, com um estilo especial e pedagógico de dança. Frequentemente foi criticado por colocar demasiada atenção à posição e ao passo do tango, que, segundo sua opinião, são a alma do estilo de dança. Seu conhecimento era prodigioso, sua experiência extensa e única.

Carlos Gavito representou para a nova geração de dançarinos, um dos exemplos de que se pode subir ao palco do tango sem abandonar o milongueiro dentro de si.

"O tango está entre um passo e outro, ali onde se escutam os silêncios e cantam as musas".   (Carlos Gavito)

Na sequência dois vídeos em que Carlos Gavito dança com Marcela Degas e uma de suas musas Maria Plazaola.



Carlos Gavito e Marcela Degas - A Evaristo Carriego - Tango Passion




Carlos Gavito e Maria Plazaola - Passionale




domingo, 7 de setembro de 2014

Dança: JOAQUÍN CORTÉS



Joaquín Pedraja Reyes conhecido como Joaquín Cortés (Córdoba, 22 de fevereiro de 1969) é um bailarino de flamenco, coreógrafo, produtor e diretor espanhol de origem cigana.
Nasceu em Córdoba em 1969 no seio de uma família cigana. Logo se mudou para viver em Madri. onde aos doze anos começou seus estudos de dança. Aos quatorze anos de idade foi admitido como membro do Ballet Nacional de España.  Joaquím Cortés viajou com essa companhia por muitas cidades do mundo, dançando em teatros importantes como o Metropolitan Opera House de Nova Iorque no Palácio do Congressos do Kremlin de Moscou. Aos dezesseis anos ascende à categoria de solista e durante os três próximos anos atua como primeiro bailarino. 

Em 1988 com dezenove anos decide abandonar o Ballet Nacional de España, é quando, então, é convidado a participar da gala "Géants de danse" no Teatro Champs Elyseés de Paris, junto a figuras de porte como Maya Plisetskaya, Sylvie Guillem e Peter Schmalfuss entre outras muitas estrelas de dança. 

Nessa época também criou a coreografia da ópera "Carmen" para a Arena de Verona (Itália). Também participou do Festival Flamenco de Verano de Tokio (Japão) e das galas do Lincoln Center de Nova Iorque (EUA). Sendo aclamado pela crítica e pelo público decide criar sua própria companhia: "Joaquín Cortés Ballet Flamenco". 

Em 1992 cria sua primeira obra "Cibayi" e com ela estreia no Teatro Champs Elyseés de Paris.
Cibayi foi a consagração popular do artista, sendo a antecipação exata do que seria seu estilo: espetacular, enigmático e vanguardista, mas com detalhes e flashes de beleza singular.

Joaquín Cortés tem sido nomeado por diversas listas internacionais especializadas como um dos DEZ MELHORES BAILARINOS DA HISTÓRIA A NÍVEL MUNDIAL. Ele mudou por completo a história do flamenco e da dança espanhola, levando a sua arte para o mundo todo e contribuindo a esse patrimônio um estilo próprio.

Joaquín Cortés ultrapassou fronteiras, conseguindo, inclusive, o reconhecimento da UNESCO, a qual,  em 2009, nomeou seu legado artístico como "Patrimônio Universal da Humanidade".


Na sequência dois vídeos de uma apresentação em que Joaquín Cortés mostra todo o seu talento na arte da dança.


Fonte: http://es.wikipedia.org/wiki/JoaquinCortes


Joaquín Cortés 1/2




Joaquín Cortés 2/2

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Dança: RUDOLF NUREYEV



Rudolf Khametovich Nureyev (Irkutsk, 17 de março de 1938 - Paris, 6 de janeiro de 1993) foi um bailarino clássico, nascido na União Soviética, considerado por muito críticos o melhor bailarino do século XX, e, possivelmente, o melhor que já existiu.

Ele nasceu em um trem perto de Irkutsk, enquanto sua mãe empreendia uma viagem da Sibéria até Vladivostok, onde seu pai, um comissário do Exército Vermelho de origem tártaro, estava destinado. Cresceu em um povoado próximo a Ufá, na República de Bashkortostan. Quando criança, ele foi incentivado a aprender danças folclóricas, sendo um bailarino precocemente destacado.

Devido à perturbação da vida multicultural soviética causada pela Segunda Guerra, Nureyev não pôde começar seus estudos em uma boa escola de balé até 1955, quando foi enviado à Academia Vaganova de Balé, dependente do Balé Kírov em Leningrado. Ali foi discípulo do célebre mestre de balé Aleksandr Pushkin. Apesar do início tardio, foi logo reconhecido como o bailarino com mais talento que a escola teve em muitos anos. Seu temperamento era extremamente difícil e isso é atribuído, especialmente, a seus problemas pessoais, fortemente vinculados aos conflitos internos sobre sua própria sexualidade, o que se torna mais evidente ao olharmos seu passado.

Ao fim de dois anos, Nureyev era um dos bailarinos russos mais conhecidos, em um país onde o balé era venerado e onde os bailarinos eram tidos como heróis nacionais. Pouco depois gozava do privilégio excepcional de poder viajar para fora da União Soviética, como quando se apresentou em Viena no Festival Internacional da Juventude. Algum tempo depois, devido a sua conduta, não mais foi permitido que viajasse ao exterior, limitando suas atuações a turnês pelas províncias russas.

Em 1961 sua vida mudou. O principal bailarino do Kírov, Konstantín Sergueyev, sofreu um acidente e Nureyev foi escolhido para substituí-lo em Paris. Ali sua atuação impressionou ao público e à crítica. Porém, Nureyev quebrou as regras quanto a associação com estrangeiros. Ao se dar conta de que provavelmente após essa ocasião não voltariam a permitir viagens para fora da União Soviética, em 17 de junho do referido ano ele pediu asilo político, quando estava no aeroporto de París, Le Bourget. Anos mais tarde, arquivos secretos da KGB que foram a público revelaram que o Primeiro Ministro Nikita Jruschchov ordenara o assassinato de Nureyev.

Logo após uma semana, Nureyev seria contratado pelo Grand Ballet du Marquis de Cuevas e atuaria na Bella Durmiente com Nina Vyroubova. Nureyev se tornou uma celebridade instantaneamente no Ocidente. Sua dramática deserção e seu talento excepcional o converteram em uma estrela internacional. Isto lhe deu o poder de decidir onde e com quem dançaria.

Sua deserção também lhe deu a liberdade pessoal que lhe havia sido negada na União Soviética. Durante uma turnê na Dinamarca conheceu a Erik Bruhn, um bailarino dez anos mais velho do que ele, que se tornou seu amante, melhor amigo e protetor (principalmente de sua própria loucura) durante muitos anos. A relação foi tumultuosa devido à promiscuidade sexual de Nureyev, mas os dois se mantiveram unidos.

Ao mesmo tempo, Nureyev conheceu a Margot Fonteyn, a principal bailarina britânica de sua época, com quem teve uma relação profissional e amigável. Ela o introduziu no Royal Ballet de Londres, que se converteria na sua base de atuações durante o resto de sua carreira artística.

Nureyev foi imediatamente solicitado por cineastas, e em 1962 fez seu debut cinematográfico em uma versão dos Silfides. Em 1976 representou Rodolfo Valentino no filme de Ken Russell, mas Nureyev não tinha talento e nem  temperamento para dedicar-se ao cinema. Começou com dança moderna no Balé Nacional de Holanda em 1968 e em 1972 Robert Helpmann o convidou para uma turnê pela Austrália com sua própria produção de Don Quixote, fazendo ali seu debut como diretor.

Durante a década de 70, Nureyev fez aparições em vários longa-metragens e viajou pelos Estados Unidos em uma reposição do musical da Brodway O Rei e Eu. Se considera que sua aparição no programa The Muppets Show, então em dificuldades, impulsionou para que o programa se tornasse um êxito internacional. Em 1983 foi nomeado diretor do Balé de Ópera de Paris, onde, além de diretor, continuou dançando. Apesar de sua já avançada enfermidade, até o fim de sua carreira trabalhou incansavelmente, produzindo algumas das obras mais revolucionárias de sua época.

O talento e encanto de Nureyev fez com que fosse perdoado muitas vezes, mas a fama não melhorou seu temperamento. Era notavelmente impulsivo, temperamental, pouco confiável e grosseiro com quem trabalhava. Entre o grupo que frequentava, se encontravam pessoas como Jaqueline Kennedy Onassis, Mick Jagger, Freddie Mercury e Andy Warhol,  tinha pouco tempo os demais. Ao final da década de 70, já passando dos 40 anos de idade, estes altos e baixos de caráter se acentuaram, provavelmente ao dar-se conta do declive de suas forças físicas.

Quando a AIDS surgiu na França ao redor de 1982, Nureyev, como muitos outros homossexuais franceses, ignorou a seriedade da doença. Supostamente contraiu o HIV durante o começo dos anos 1980. Durante vários anos negou que tivesse algum problema de saúde. Quando, por volta de 1990, sua enfermidade era evidente, ele alegou outros problemas de saúde e se negou a aceitar os tratamentos então disponíveis.

Finalmente, no entanto, teve que aceitar o fato de que estava morrendo. Ganhou a admiração de muitos de seus detratores por sua coragem durante esse período, e continuou aparecendo publicamente, apesar de sua degeneração física. Em sua última aparição, em 1992 no Paçácio Garnier de Paris, Nureyev recebeu uma emociante ovação do público. O ministro francês de cultura, Jack Lang, lhe entregou o maior título cultural da França, o de Cavalheiro da Ordem das Artes e Letras. Morreu meses depois, aos 54 anos, na cidade de Paris.

Recebeu sepultura anos mais tarde no cemitério de Sante-Geneviève-des-Bois, no dia 13 de janeiro, a 20 metros da tumba do coreógrafo Serge Lifar. Esses dois bailarinos e coreógrafos foram os únicos artistas da chamada escola de balé russa a dirigir o balé da prestigiada Ópera de Paris.

Na sequência, vídeo em que Rudolf Nureyev atua na peça Don Quixote com a bailarina e professora de balé, australiana, Lucette Aldous.

Fonte: http://es.wikipedia.org/wiki/Rudolf_Nureyév


Don Quixote-  Rudolf Nureyev e  Lucette Aldous 1973


quinta-feira, 3 de julho de 2014

Dança: VASLAV NIJINSKY



Vaslav Nijinski, em russo, Vatslav Fomitch Nijinski, (Kiev, 12 de março de 1890, Londres, 8 de abril de 1950), foi um bailarino e coreógrafo russo de origem polaca.

Considerado um dos maiores bailarinos de seu tempo, viveu a dança desde muito cedo, pois era filho de bailarinos poloneses, que se apresentavam em teatros e circos. Dançando nas apresentações de seus pais, atuou desde os quatros anos de idade.

Após seu pai ter abandonado a família, mudou-se com sua mãe para São Petersburgo, na Rússia. Com dez anos de idade, iniciou seus estudos em dança na escola de balé do Teatro Imperial. Aos dezoito anos foi o par da bailarina Anna Pavlova. No ano seguinte, em 1909, viajou para Paris com a companhia de balé de Sergei Diaghilev, na qual obteve reconhecimento internacional.

Para os críticos, Nijinski era dotado de uma técnica extraordinária. Por isso, foi chamado por muitos como o Deus da dançaa oitava maravilha do mundo o Vestris do Norte (referência ao bailarino francês Auguste Vestris, junto ao qual seria sepultado, no cemitério de Montmartre, em Paris). Nijinski revolucionou o balé no início do século XX, conciliando sua técnica com um poder de sedução da plateia, os seus saltos pareciam desafiar a lei da gravidade.

Com coreografias de Fokine, dançou: Silfides, Petrushka, Sherazade, Espectro da Rosa entre outros. Como coreógrafo, Nijinski era considerado ousado e original, sendo atribuído a ele o início da dança moderna. Uma de suas coreografias mais polêmicas foi L'Aprés-Midi d'un Faune, com música de Debussy, vaiada em sua estreia, em 1912. Outras muito conhecidas foram A Sagração da Primavera e Till Eulenspiegel.

O relacionamento com Diaghilve ficou bastante abalado quando Nijinski se apaixonou pela bailarina Romola de Pulszkie e se casou com ela em 1913, em Buenos Aires. Por uns tempos, foi afastado do grupo, voltando a fazer parte da companhia em 1916, nos Estados Unidos. 

Em 1919, aos 29 anos, acometido por distúrbio mental (esquizofrenia), abandonou os palcos. A esquizofrenia do bailarino caracterizava-se, sobretudo, pela desordem de pensamento. Essa marca é bsatante evidente em trechos de seu diário, escrito em 1919, foi publicado por Romola de Pulszkie em 1936. Entretanto, nessa versão, Romola eliminou um terço dos textos originais, suprimindo todos os versos e vários trechos com passagens eróticas.

Nijinski passou por inúmeras clínicas psiquiátricas até completar os 60 anos. Morreu em uma clínica em Londres, em 8 de abril de 1950. Somente em 1995 uma edição integral dos originais de seu diário foi publicada na França, pela editora Actes Sud, graças ao consentimento da filha de Nijinski, Tamara.

Abaixo vídeo com trecho de L'Aprés-Midi d'un Faune  por Nijiinski.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Vaslav_Nijinski

Vaslav Nijinsky em: "L'apres midi d'un Faune

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Dança: ISADORA DUNCAN




Angela Isadora Duncan (São Francisco, 27 de Maio de 1877 - Nice, 14 de Setembro de 1927)

Isadora foi a terceira filha das quatro tidas pelo casal Dora Gray Duncan, pianista e professora de música e Joseph Charles, poeta.

Considerada a pioneira da dança moderna, causou polêmica ao ignorar todas as técnicas do balé clássico. Sua dança foi inspirada pelas figuras das dançarinas nos vasos gregos encontrados, segundo algumas fontes, no Museu do Louvre; já noutras fontes informam que tais vasos foram vistos pela bailarina no Museu Britânico.

Sua proposta de dança era algo completamente diferente do usual, com movimentos improvisados, inspirados, também, nos movimentos da natureza: vento, plantas, entre outros. Os cabelos meio soltos e os pés descalços também faziam parte da personalidade profissional da dançarina. Sua vestimenta era leve, eram túnicas, assim como as das figuras dos vasos gregos. O cenário simples, era composto apenas por uma cortina azul. Outro ponto forte na dança de Isadora é que ela utilizava músicas até então tidas apenas como para apreciação auditiva. Ela dançava ao som de Chopin e Wagner e a expressividade pessoal e improvisação estavam sempre presentes no seu estilo.

Isadora tinha personalidade forte e não se curvava à tradições. Não era afeita ao casamento, tendo casado três vezes e só o fazendo porque tinha a possibilidade de separar-se, caso necessário. Seu primeiro marido foi o designer teatral Gordon Graig, do qual se separou, assim como separou-se do milionário parisiense Eugene Singer (responsável pelas máquinas Singer conhecidas no mundo). Isadora teve um filho de cada relacionamento.

Em 1898 Isadora foi para Londres em busca de reconhecimento profissional. Lá consolidou sua fama, fazendo sua primeira apresentação em Paris no ano de 1902. Em 1908 escreve The Dance. Em 1913, um incidente tira a vida de seus dois filhos, Deirdre e Patrik e de sua governanta, que morrem afogados no rio Siena. Devido ao fato, Isadora passa alguns anos sem se apresentar. No ano de 1916 ela vai ao Brasil e se apresenta no Teatro Municipal, no Rio de Janeiro, nesta época ela estava com 38 anos de idade. Em 1920 vai para Moscou. Casa-se com o poeta soviético Serguei Iessienin, de quem se separa dois anos depois. Serguei se mata em 1925, é quando Isadora vai para a França e passa seus últimos anos em Nice. Em 1927 escreve uma auto-biografia intitulada My Life e morre no mesmo ano, em 14 de Setembro, em um acidente de carro conversível, quando a sua echarpe ficou presa a uma das rodas, estrangulando-a. Em 1928 são editados seus artigos póstumos em The Art of the Dance. Seu fim é pobre e anônimo, ela já não fazia mais sucesso.


"Dançar é sentir, sentir é sofrer, sofrer é amar... Tu amas, sofres e sentes. Dança!"


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Isadora_Duncan



Isadora Duncan - Dance Company