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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Escultura e outros: GIAN LOURENZO BERNINI

Gian Lourenzo Bernini ou simplesmente Bernini (Nápoles, 7 de dezembro de 1598 - Roma, 28 de novembro de 1680) foi um eminente artista do barroco italiano, trabalhando principalmente na cidade de Roma. Distinguiu-se como escultor e arquiteto, ainda que tivesse sido pintor, desenhista, cenógrafo e criador de espetáculos de pirotecnia. Esculpiu numerosas obras de arte presentes até os dias atuais em Roma no Vaticano. 

Bernini possuía a habilidade de criar em suas esculturas cenas narrativas muito dramáticas, de captar intensos estados psicológicos e também de compor conjuntos esculturais que transmitem uma magnífica grandeza. Sua habilidade para talhar o mármore o levou a ser considerado um digno sucessor de Michelângelo, muito acima de seus conterrâneos e especialmente de seus grandes rivais, Alessandro Algardi e Francesco Borromini. Seu talento se estendeu além da escultura, e foi capaz de sintetizar de maneira brilhante a escultura com a pintura e a arquitetura. Homem profundamente religioso que pôs sua arte a serviço da Contrarreforma, Bernini usou a luz como um destacado recurso metafórico que completa suas obras, em ocasiões com pontos de iluminação invisíveis que intensificam o foco da adoração religiosa ou amplificam a dramatização da narrativa escultural. 

Durante sua extensa carreira, Bernini recebeu numerosos encargos de grande relevância, várias deles por parte do papado. Ainda novo, chamou a atenção do cardeal-sobrinho Scipione Caffarelli Borghese, sobrinho do papa, e em 1621, com tão somente 23 anos de idade, foi nomeado cavaleiro pelo Papa Gregorio XV. Realizou as obras mais destacadas durante o pontificado de Urbano VIII e, ainda que não tivesse tido tanta proeminência durante Inocêncio X, voltou a gozar do favor dos pontífices Alejandro VII e Clemente IX.

A reputação do legado de Bernini diminuiu durante o Neoclassicismo, que desprestigiava o Barroco. Teve de esperar até o século XIX para que, durante a busca de uma compreensão do contexto em que trabalhou Bernini, fosse reconhecido seu logro artístico e restaurada sua reputação. Na opinião do historiador de arte Howard Hibbard, durante o século XVII "não houve escultores ou arquitetos comparáveis a Bernini". 

Abaixo alguns de seus mais conhecidos trabalhos.

http://es.wikipedia.org/wiki/Gian_Lorenzo_Bernini



Baldaquino da Basílica de São Pedro, (1623 - 34)
Balcões de pilar da abóbada da basílica de São Pedro (1633-40)



O Baldaquino visto de perto.



São Longuinho (1631-1638)
Dimensões: 4,40m
Localização: basílica de São Pedro, Vaticano
Material: mármore



Apolo e Dafne (1622-1625)
Dimensões: 2,43m de altura
Localização: Galeria Borghese, Roma, Itália
Material: mármore



O Rapto de Proserpina, (1621-22)
Dimensão: 2,25
Localização: Galerie Borghese, Roma
Material: mármore



Netuno e Tristão - 1620
Dimensão: 1,82m
Localização: Museu Vitória e Alberto
Material: mármore



Cristo Escarnecido (1644-49)
Material: óleo em tela
Coleção Particular



Santo André e São Tomé- 1627
Técnica: óleo em tela
Localização: National Gallery, Londres



Fonte dos Quatro Rios, (1648-51)
Localização: Piazza Navona, Roma
Os Gigantes de mármore que compõem a fonte são alegorias dos quatro rios principais no mundo (Nilo, representando a África, Ganges, representando a Ásia, Danúbio, representando a Europa e o Río De la Plata, representando a América), e são coroados por um grande obelisco egípcio de Domiciano.



Fonte dos Quatro Rios vista de perto



Igreja de Assunta (1662-64)
Localização: Ariccia, província de Roma
Material: mármore



Praça de São Pedro
Desenhada por Bernini em estilos clássico e barroco, possui um obelisco central de 40 metros de altura e é rodeada por 140 estátuas de santos e mártires, papas e fundadores de ordens religiosas. Possui dois espaços, o primeiro, a Piazza Obliqua, tem forma de uma elipse rodeada por colunatas que se abrem como num grande abraço maternal e simbolizam a igreja mãe, e o segundo, a Piazza Retta, em frente à basílica de São Pedro.



Vista parcial da praça de São Pedro


BERNINI ARQUITECTURA Y ESCULTURA BARROCA ITALIANA

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Escultura: LUPA CAPITOLINA


A Lupa Capitolina é uma escultura de bronze, mantida nos Museus Capitolinos (conjunto de palácios romanos), de dimensões aproximadamente naturais. 

Segundo a lenda em Alba Longa, cidade do herói troiano Enéias, o rei local Numitor, mata todos os seus varões e obriga sua sobrinha Reia Silvia a tornar-se uma sacerdotisa vestal, dedicada à deusa Vesta, o que implicaria que ela deveria manter-se casta. No entanto Reia Silvia acaba por ter dois filhos de Marte (deus romano da guerra), os irmãos Rômulo e Remo. Ao descobrir a verdade, Amúlio prende Reia e ordena que seus filhos sejam jogados no rio Tibre. Como um milagre, o cesto onde estavam as crianças acaba atolando numa das margens do rio no sopé do monte Palatino onde são encontrados por uma loba que os amamenta. Tempos depois, um pastor de ovelhas chamado Fáustulo encontra os meninos próximos da Figueira Ruminal, na entrada de uma caverna chamada Lupercal. Ele recolhe-os e leva-os para sua casa onde são criados por sua mulher Aca Laurência.

Anos depois, durante um assalto a uma caravana, Remo é preso e levado para Alba Longa. Neste momento Fáustulo revela a verdade a Rômulo que parte para a cidade onde mata Amúlio e liberta seu avô Numitor e sua mãe. Os gêmeos decidem então partir da cidade juntos com todos os indesejáveis para fundarem uma nova cidade no local onde foram abandonados. Rômulo queria chamá-la Roma e edificá-la no Palatino, enquanto Remo desejava nomeá-la Remora e fundá-la sobre o Aventino. No meio das discussões subsequentes, Rômulo mata seu irmão e funda sua cidade, Roma.




Data: entre os séculos XI - XII
Gênero: arte etrusca
Dimensões: 75 cm x 114 cm
Localização: Museus Capitolinos.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Lupa_Capitolina

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Escultura: SANDRA GUINLE

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Sandra Guinle nasceu no interior de São Paulo, na cidade de  Monte Mor. Neta de índios e filha de artesã, a artista diz que saiu do mato, mas o mato nunca saiu dela. Conhecida por sua simplicidade e seu vocabulário fácil ao falar, Sandra diz que sua infância feliz e livre é a principal inspiração de seu trabalho.

Sandra Guinle iniciou seus estudos nas Artes Plásticas a partir de 1997 quando cursou desenho, pintura, cerâmica e história da arte na Arquitec/Campinas. Na escola do Parque Lage frequentou cursos de desenho e pintura. Na área da escultura a artista é uma autodidata, não tendo feito nenhum curso específico. O gosto por essa arte veio ainda de menina quando fazia esculturas de barro enquanto sua mãe lavava roupa. A pedido de sua mãe, ela fazia toda a sorte de pequenas esculturas.

Utilizando o bronze e o barro como matérias principais em suas obras, a artista refaz a própria infância e a de muitas outras crianças de sua época.

Sandra Guinle preza pelo acesso às suas obras através do toque, proporcionando assim às pessoas, e principalmente ao deficiente visual, a oportunidade de percebê-las pelo tato. Ela também oferece em suas exposições oficinas voltadas a crianças portadoras ou não de necessidades especiais, monitoradas por arte-educadores, leitura ao vivo com contadores de histórias e temas de obras escritos em braile.

A artista doou para o projeto social "Crianças em Paz" uma escultura em bronze denominada "a menina dos balões encantados", que atualmente se localiza  na praça Nossa Senhora da Paz em Ipanema no Rio de Janeiro e mede 1.90m de altura.

Sandra Guinle está entre as três mulheres mais influentes no campo das artes no Brasil, prêmio dado pela Gazeta Mercantil, Jornal do Brasil e Revista Forbes.

"Num país onde muitos se dizem "grandes" e as pessoas parecem sempre estar à procura de um ídolo, continuo entendendo e tendo toda a certeza que grande é só Deus e que enquanto for assim pequenina, sempre caberei nas asas do meu patrocinador e Criador". (Sandra Guinle)

Abaixo alguns de seus trabalhos.




Amarelinha (série Cenas Infantis), 2006
Material: bronze
Dimensões: 21 x 12 x 30cm



Bamboleando, 2005
Material: bronze
Dimensões: 40 x 27 x 17



Abraço (série maternidade)
Material: bronze




Thaty e o Beija-flor (série Poesia em Bronze), 2007
Material: bronze



Bolinhas de Sabão, 2003
Material: bronze
Dimensões: 35 x 28 x 30cm



Uupa -  - Bronze -
Uupa (série Maternidade)
Material: bronze



Ciranda Mágica, 2003
Material: bronze
Dimensões: 27 x 43 x 43cm



                                                 http://www.sandraguinle.com.br/portfolio.phpsessao=Portfolio
                                                        http://www.sandraguinle.com.br/REVISTA_AVISALA_EM_PDF.pdf

                                              

domingo, 28 de dezembro de 2014

Escultura: RON MUECK


Ron Mueck (Mebourne, 1958) é um escultor australiano hiper-realista que trabalha na Grã-Bretanha. Cresceu vendo seus pais construírem brinquedos. Sua mãe fazia bonecos de pano e seu pai brinquedos e marionetes. Segundo relatos, Mueck adquiriu esse perfeccionismo por causa de seu pai, que sempre exigia que fizesse tudo perfeito, inclusive pedindo para que refizesse.

No início de carreira, foi fabricante de marionetas e modelos para a televisão e filmes infantis, nomeadamente no filme Labyrinth.

As obras são incrivelmente realistas e se não fosse o tamanho de suas esculturas certamente seriam fáceis de serem confundidas com pessoas. Ou são muito grandes ou muito pequenas, jamais do tamanho humano.

Mueck criou sua própria companhia na Bahia (Brasil), trabalhando para a indústria de publicidade. Embora altamente detalhados, esses adereços eram geralmente projetados para serem fotografados de um ângulo específico. Quando produz bonecos não se preocupa em ser realista, porém com suas esculturas busca o máximo de perfeição possível.

Em 1196, Mueck colaborou com a sua sogra, Paula Rego (famosa pintora portuguesa), para a produção de pequenas figuras como parte de um quadro que ela estava mostrando na Hayward Gallery. Rego apresentou-o a Charles Saatchi, que ficou imediatamente impressionado.

Em suas obras Ron utiliza resina, fibra de vidro, silicone, argila. Os cabelos e pelos são colocados um a um. Na obra Dead Dad de 1996, ele utiliza seu próprio cabelo. Em seu ateliê sempre trabalha em silêncio e sozinho. As esculturas são feitas manualmente, quando muito grandes ele recebe a ajuda de assistentes. Primeiro são moldadas em argila, depois fundidas em silicone a partir de um molde, por último, tem cabelos e os olhos implantados, além de receberem roupas e acessórios. Ron pinta a íris dos olhos a mão e depois recobre essa pintura com uma esfera de vidro ou resina transparente. Sendo as camadas de fora da pele mas translúcidas, as esculturas ganham uma textura parecida com gente de verdade pela penetração de luz nessas camadas de plástico.

Abaixo alguns de seus trabalhos e na sequência vídeo em que é possível conhecer um pouco mais de suas obras.




Boy (menino), 1999
Dimensões: 5m de altura
Localização: museu AROS, Haarhus, Dinamarca



Boy



Big Man (homem grande), 2000
Dimensões: 7m de altura
Localização: Museu Hirshhorn e Jardim das Esculturas, Washington D.C., EUA



Detalhe de Big Man 



Mask II (máscara II), 2001-2002
Coleção particular



In Bed (na cama), 2005
Localização: Queensland Gallery of Modern Art, Brisbane, Austrália



Man ina Sheet (homem em um lençol), 1997
Localização: Olbricht Collection, Alemanha



Wild Man (homem selvagem), 2005
Dimensões: três metros de altura
Localização: McClelland Gallery and Sculpture Park, Langwarrin, Victoria, Austrália



Two Women (duas mulhres), 2005
Localização: National Gallery of Victoria, Melbourne, Austrália



Man in a Boat (homem em um barco), 2002
Dimensões: 4 metros de extensão
Coleção particular


Detalhe de Man in a Boat 



Couple Under an Umbrella (casal sob o guarda-sol), 2013
Localização: Courtesy Caudic Collectie, Wassenaar, Holanda


Fonte:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Ron_Mueck


Ron Mueck - obras


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Escultura: REINHOLD BEGAS


Reinhold Begas (Schoneberg, Berlim, 15 de julho de 1831 - 3 de agosto de 1911) foi um escultor alemão.

Begas recebeu seu treinamento inicial com os escultores Ludwig Wilhelm Wichmann e Christian Daniel Rauch. Durante um período de estudo na Itália, de 1856 a 1858, ele fora fortemente influenciado pela obra de Michelângelo e pela arte barroca do período. Lá ele também conheceu os artistas Francis Lenbach, Arnold Bocklin e Anselm Feuerbach. 

Desde o ano de 1870 Begas dominou a arte plástica na Prússia, especialmente em Berlim, onde despertou grande interesse no Cáiser Guilherme II. Suas obras-primas desse período são a estátua colossal de Borússia para o salão da Glória; a fonte de Netuno, a estátua de Alexander Von Humboldt; o sarcófago do imperador Frederico III no Mausoléu da Igreja da Paz em Potsdam e, finalmente, o monumento nacional ao imperador Guilherme I, o memorial a Otto Von Bismarck diante do Reichstag e várias estátuas na Avenida da Vitória. 

Embora sua temática favorita fosse a arte decorativa e mitológica, ele tornou-se o mais famoso retratista à sua época e esculpiu muitos bustos de seus contemporâneos.

Logo abaixo alguns de seus principais trabalhos e na sequência vídeo com demais obras do artista.



hadrian6:

Reinhold Begas (German, 1831-1911), Prometheus, 1900. Marble.

Prometheus, 1900 
Material: mármore
Localização: Berlim, Alemanha.




melancolique:  Mercury and Psyche, by Reinhold Begas

Mercúrio e Psiquê (1857)
Material: mármore
Localização: Berlim, Alemanha.





Monumento Nacional a Bismarck
Material: bronze e granito vermelho
Localização: Tiegarten, principal parque de Berlim, Alemanha.

Dedicada a Otto Von Bismarck, primeiro ministro do reino da Prússia e primeiro chanceler do império alemão, esta foi a última grande obra do escultor.





Detalhe do Monumento a Bismarck
Atlas, ao centro, simboliza a grandeza das obras de Bismarck.





Detalhe do Monumento a Bismarck
Germânia, à direita, com uma pantera sob seu pé, simboliza o poder contra os inimigos do Estado.





Detalhe do Monumento a Bismarck

Sibila, à esquerda sobre uma esfinge, lendo um livro de história, símbolo da importância histórica de Bismarck.




File:Berlin, Mitte, Neptunbrunnen 03.jpg

Fonte de Netuno (1891)
Localização: Berlim, Alemanha.

As quatro mulheres ao seu redor representam os quatro principais rios da Prússia: Elbe, Rhine, Vístula e Oder.





Detalhe da Fonte de Netuno





Monumento Nacional a Kaiser Wilhelm

 Foi uma estrutura memorial dedicada a Guilherme I, o primeiro imperador de uma Alemanha unificada.
Localizava-se em frente ao palácio de Berlim e foi destruída, em 1945, pela Alemanha oriental, durante a Batalha de Berlim.


Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Reinhold_Begas

Obras - Reinhold Begas

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Escultura: ANTONIO CANOVA


Antonio Canova (Possagno, 1 de novembro de 1757 - Veneza, 13 de outubro, de 1822) foi um desenhista, pintor, antiquário e arquiteto italiano, mas é mais lembrado como escultor, desenvolvendo uma carreira longa e produtiva. Seu estilo foi fortemente inspirado na arte da Grécia antiga.  Suas obras foram comparadas por seus contemporâneos com a melhor produção da Antiguidade, e foi tido como o maior escultor europeu desde Bernini, sendo celebrado por toda parte. Sua contribuição para a consolidação da arte neoclássica só se compara a do teórico Johann Joachim Winckelmann e à do pintor Jacques-Luis David, mas não foi insensível à influência do Romantismo (valoriza as forças criativas do indivíduo e da imaginação popular). Não teve discípulos regulares, mas influenciou a escultura de toda a Europa em sua geração, atraindo inclusive artistas dos Estados Unidos, permanecendo como uma referência ao longo de todo o século XX. Também manteve um continuado interesse na pesquisa arqueológica, foi um colecionador de antiguidades e esforçou-se por evitar que o acervo  de arte italiana, antiga ou moderna, fosse disperso por outras coleções do mundo. Considerado por seus contemporâneos um modelo tanto de excelência artística como de conduta pessoal, desenvolveu importante atividade beneficente e de apoio aos jovens artistas. Foi diretor da Accademia di San Luca em Roma e Inspetor-Geral de antiguidades e Belas Artes dos estados papais, recebeu diversas condecorações e foi nobilitado pelo papa Pio VII com a outorga do título  de Marquês de Ischia.

A primeira fonte documental importante sobre sua vida e carreira apareceu quando ele ainda vivia, um catálogo de suas obras completas até 1795, publicado no ano seguinte por Tadini em Veneza. Na época de seu falecimento surgiram um exaustivo catálogo geral em 14 volumes, Opere di Sculture e di Plastica di Antonio Canova (Albrizzi, 1824), vários ensaios biográficos, entre eles Notizia intorno alla vita de Antonio Canova (Paravia, 1822), Biographical Memoir (Cicognara, 1823), e Memoirs of Antonio Canova (Memes, 1825), e mais uma profusão de elogios fúnebres recolhidos e publicados por seus amigos, trabalhos que permanecem com as principais fontes para a reconstituição de sua trajetória. Ele recebeu umas poucas críticas importantes em vida, entre elas os artigos que Carl Ludwig Von Fernow publicou em 1806, condenando sua excessiva atenção à superfície das obras, o que para ele desvirtuava o idealismo estrito defendido por Winckelmann e as rebaixava a objetos de apelo sensual, mas indiretamente reconhecia o efeito hipnótico que o refinado acabamento das obras de Canova exercia sobre o público. Por ocasião de sua morte a opinião generalizada sobre ele era sumamente favorável, e mais do que isso, entusiasta. Apesar de ser considerado o escultor neoclássico por excelência, e de o Neoclassicismo pregar a moderação e o equilíbrio, muitas vezes suas obras excitaram as paixões mais ardentes de seu público, num período em que o Neoclassicismo e Romantismo corriam lado a lado.

A crítica contemporânea continua vendo Canova como o maior representante da corrente  neoclássica de escultura, e reconhece seu grande papel na fixação de um novo cânone que ao se referir à tradição da Antiguidade não ficou servilmente atado a ela, mas adaptou-a para atender às necessidades de seu próprio tempo, fazendo uma escola de enorme difusão e influência. Também se reconhece o mérito de sua vida pessoal exemplar e de seu integral devotamento à arte.


"Uma das características marcantes de nossa espécie é a capacidade de seu intelecto projetar, para fora do ser, o que somente nele existem, convertendo seus sonhos em mitos e crenças. (Antonio Canova)


Abaixo algumas de suas obras.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Antonio_Canova




Cupido e Psiquê,  1788 - 1793

Uma das três versões do tema Eros e Psiquê, a obra representa,  com um erotismo sutil e refinado, o deus do amor, com ternura ao contemplar o rosto da jovem que ele ama, retribuído por Psiquê com uma doçura de igual intensidade.
Material: mármore branco
Dimensões: 155 cm
Localização: Museu do Louvre, Paris





Hércules e Licas, 1795-1815

Hércules, enlouquecido pela dor provocada pela túnica embebida no sangue envenenado do Centauro Nesso, lança ao ar o jovem Licas, que, sem saber do veneno, havia entregado a túnica sobre ordens de Deyanira.
Material: Mármore
Dimensões: 335 cm
Localização: Galeria Nacional de Arte Moderna de Roma.





Hércules e Licas

Detalhe do rosto aterrorizado de Licas





Adão e Eva Lamentando a Morte de Abel, 1818
Material: Terracota 





Teseu Vencendo o Centauro, 1804 - 1819

Derradeira grande composição heroica do autor, a obra fora encomendada por Napoleão com o objetivo de instalá-la em Milão, mas foi adquirida pelo imperador austríaco e levada para Viena. 
Material: mármore
Dimensões: 340 cm.
Localização: Kunsthistorisches Museum, Vienna.





Perseu com a Cabeça de Medusa, 1804 - 1806

Possivelmente sua composição mais célebre no gênero heroico e uma das principais em toda a sua produção. O herói não é figurado em combate, mas no seu triunfo sereno, após a tensão da luta com Medusa.
Material: mármore
Dimensões: 
Localização: Metropolitan Museum of Art, New York





Orfeu, 1777

Material: Mármore
Dimensões: 140 cm
Localização: Museu Ermitage, São Petersburgo


Antonio Canova  - obras [1757-1822]